segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pausa próxima ao final

Amigos

Espero poder retomar este blog até o final da semana. Comentarei então o desenrolar das ações que pretendem cassar o mandato do prefeito Duciomar Costas e outros assuntos candentes.

Justiça manda Duciomar pagar perdas históricas dos servidores

A juíza Ana Patrícia Nunes Alves Fernandes, da 1º Vara de Fazenda da Capital, determinou que o prefeito Duciomar Costa deve fazer o pagamento do valor equivalente a 20,84%, referente à inflação, na folha de pagamento de dezembro dos servidores municipais de Belém. Ontem, o oficial de Justiça Reginaldo Lima entregou a intimação ao prefeito, que, se não cumprir a decisão judiciária poderá ser preso, segundo o advogado do Sindicato do Servidores Públicos de Belém (Sisbel), Jader Dias.

Com a decisão da juíza, cerca de 37 mil servidores, inclusive os que já passaram pela Câmara Municipal de Belém (CMB) e prefeitura, já devem receber os valores no próximo contra-cheque, que deve ser entregue a partir do próximo dia 18, já que a folha de pagamento é fechada no dia 15, restando tempo suficiente para que os salários sejam corrigidos e somados dos valores que devem ser incorporados, conforme o processo julgado pelo Tribunal de Justiça

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ana Júlia apresenta políticas de governo aos blogueiros paraenses

Após duas rodadas, os blogueiros Carlos Barreto (Flanar), Franssinete Florenzano (Urua Tapera), Ércio Bemerguy (Mocorongo), Carlos Kayath (CJK), Milton Pereira e Rui Santana(Ananindeua em Debates), Miguel Oliveira perguntaram à governadora Ana Júlia sobre a divisão do Pará, investimentos do governo para a região oeste do Estado, investimentos na região metropolitana, empréstimos e a saúde financeira do Estado, bem como os problemas na saúde e no transporte na região metropolitana. Os blogueiros conversam com a governadora no Palácio dos Despachos, nesta segunda-feira (23).

A governadora afirmou que as obras do ação metrópole estão em curso e, numa segunda fase, atingirão as vias de acesso, como a BR, Almirante Barroso e Augusto Montenegro, criando condições para a criação do transporte intermodal.

Sobre os empréstimos, ela afirmou a saúde financeira do Estado, e declarou que, ao contrário do que dizem pela internet, nenhum empréstimo foi feito para pagar a folha, já que isso é impossível.

Sobre a divisão, Ana Júlia disse que estranha que estes debates surjam sempre às vésperas de eleições. Disse ainda que o debate é feito de forma romântica, levando algumas pessoas a crer que a emancipação será a solução de todos os problemas, e que seu governo está trabalhando por todas as regiões como nenhum governo jamais o fez.

Sobre a região oeste, a governadora declarou que está atuando em Santarém. Fez asfaltamento de ruas em Santarém, a estrada que liga o aeroporto a alter do chão, o centro de convenções já está licitado, e o parque tecnológico em Santarém terá suas obras iniciadas. Outra obra em curso é a construção de estrada e ponte para Mojuí dos Campos, o mais novo município do Estado. "Trabalhei muito para a criação da UFOPA", disse a governadora, mas "tem muito político por aí querendo ser o pai de um projeto que só poderia ser criado pelo presidente Lula".

Sobre a saúde, a governadora lembrou que a Santa Casa estava operando no limite de sua capacidade. "Em maio de 2004, morreram mais de 600 crianças", disse Ana Júlia, "mas a imprensa na época não dizia nada. Vou entregar o governo com a construção da nova Santa Casa". A governadora informou que seu governo está investindo na saúde nos municípios, através do repasse fundo a fundo e da capacitação, para fortalecer a saúde preventiva e, assim, desafogar os hospitais. Quanto ao Ophir Loyola, a governadora está instalando equipamentos para o tratamento do câncer através de radioterapia. Outra área importante é o fortalecimento da saúde da família. "Quando comecei meu governo, a cobertura do saúde da família estava em 22%. Vamos encerrar 2010 com quase 50% dos domicílios atendidos".

Governo entrega casas populares para acelerar instalação de siderúrgica


A governadora Ana Júlia Carepa entregou na tarde desta sexta-feira (20), no município de Marabá, 12 casas para famílias desalojadas da área onde será construída a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa). As famílias, que moravam em barracos de taipa cobertos com palha, no KM-07 da rodovia BR-230 (Transamazônica), passam a residir em casas de alvenaria em lotes de 270 m2, com dois quartos, abastecimento de água, coleta de esgoto, rede elétrica e ruas pavimentadas.

As casas representam um investimento de R$ 400 mil, e representam uma mudança na relação entre os grandes projetos e as populações afetadas, que agora contam com todo o suporte do poder público para a melhoria da qualidade de vida. "É muito mais do que o simples ato de melhorar a vida dessas pessoas. É um investimento pequeno comparado à consequências futuras", frisou a governadora Ana Júlia Carepa na cerimônia de entrega das casas. "As habitações simples, sem nenhuma estrutura, estão sendo trocadas por essas casas com toda a infraestrutura, paisagismo, saneamento e tudo que é necessário para uma moradia digna", completou.

No local onde moravam as famílias, o governo do Estado está iniciando a construção da fase 3 do Distrito Industrial de Marabá, onde a fábrica Aços Laminados do Pará (Alpa) vai se instalar junto com outras dezenas de empresas atraídas por esse novo empreendimento. A construção da Alpa representa um anseio antigo do povo paraense. Desde que começou a extração do minério de ferro no Pará, no final da década de 70, espera-se pela instalação de um parque siderúrgico no sul do Pará.

"Nós não vamos apenas transformar ferro em aço. Vamos transformar ferro em empregos para as pessoas", declarou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro. "Não se surpreendam se junto com a siderúrgica vierem muito mais empresas, muito mais empregos", acrescentou. "Com o apoio decisivo do presidente Lula e da ministra Dilma (Roussef), estamos transformando o que era uma queixa eterna em um empreendimento que vai gerar milhares de empregos no nosso Estado", afimou a governadora.

Investimentos - Além do Distrito Industrial que abrigará a nova planta siderúrgica do Estado, outros investimentos estão sendo feitos na região, visando transformar o sul do Pará em uma grande rota de desenvolvimento. Outra reivindicação, as eclusas de Tucuruí, estarão 100% operacionais até o início de 2010.

Com as eclusas, toda a produção de grãos da região Centro-Oeste do país poderá escoar pelo porto de Vila do Conde. A construção das eclusas de Tucuruí representa um investimento de cerca de R$ 900 milhões na economia paraense. Para dar operacionalidade à hidrovia Tocantins-Araguaia, o governo do Estado e o governo federal investirão mais R$ 340 milhões. A hidrovia e as eclusas vão encurtar distâncias em mais de 500 quilômetros em relação ao transporte rodoviário, representando uma economia de 15% com transporte.

Escoamento - Um terminal hidroviário está sendo construído na cidade de Marabá, para servir de junção entre o modal rodoviário e a hidrovia. O Porto Público de Marabá receberá investimentos de R$ 80 milhões do governo do Estado, e a partir dele será transportado minério de ferro, ferro gusa e o aço fabricado na cidade. O porto servirá também para o escoamento de outros produtos da região, como níquel, bauxita, ouro e cobre, além de produtos da cadeia agropecuária, como a carne bovina.

O Porto de Vila do Conde, no município de Barcarena, também está recebendo investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Infraestrutura e Transportes do governo federal. Há pouco mais de dois meses, a ministra Dilma Roussef inaugurou a nova rampa de embarque do porto, tornado mais ágil o carregamento dos navios atracados na cidade.

Associados aos investimentos em infraestrutura, o governo do Estado investe também no fortalecimento do comércio. Na última quarta-feira (18), o Estado assinou convênios com a Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex), com o objetivo de capacitar o Estado para ações que buscam atrair, reter e aumentar o fluxo de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil.

A celebração do convênio aconteceu no Palácio dos Despachos, com a presença do presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, e do secretário adjunto de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, João Weyl, que representou a governadora Ana Júlia Carepa.

Internacional - Na semana passada, Ana Júlia Carepa assinou acordos com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, estabelecendo novas relações comerciais entre o Pará e aquele país. Estes acordos serão potencializados com a adesão do país vizinho ao Mercosul, aprovada pelo Senado Federal recentemente.
Entre os convênios firmados está um que cria uma rota marítima entre o porto de Vila do Conde e a Venezuela, facilitando a exportação de gado e derivados da indústria siderúrgica, e a importação de derivados de petróleo e gás natural, que deverá ser usado no polo de Marabá.

"Os produtores de gado do sul do Pará poderão enviar seus produtos pelo porto de Vila do Conde, fazendo com que eles cheguem mais rápido, e portanto mais baratos ao exterior, aumentando as vendas, gerando mais emprego e mais renda para o Estado", afirmou a governadora.

Segurança - Na cerimônia, Ana Júlia Carepa entregou ao comandante de policiamento da região, coronel Eissman, mais duas viaturas, tipo pick-up, e seis motos. Estes veículos se somam aos quase mil veículos já adquiridos pelo Estado para as forças de segurança.

Sobre a decisão do Tribunal de Justiça em encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de intervenção federal no Estado, a governadora disse estar tranquila. "Vamos ter a oportunidade de mostrar ao Supremo tudo o que estamos fazendo no campo da regularização fundiária", disse ela. "Gostaria que a sociedade tomasse conhecimento, e a justiça também, da nossa iniciativa em pedir a anulação de mais de 80 títulos fraudulentos de terra, o que representa mais de 5 milhões de hectares de terras griladas", completou Ana Júlia Carepa.

MST desarma acampamento na curva do S


Em cumprimento ao acordo assinado com o governo estadual e o Incra, na presença do ouvidor agrário nacional Gercino da Silva, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desmontou o acampamento instalado às margens da PA 150, no local conhecido como curva do S, próximo ao município de Eldorado dos Carajás. Os acampados haviam interrompido o trânsito de carros e caminhões na última sexta-feira.

A desocupação começou nesta quinta-feira, 12, por volta das 16 horas. As 400 famílias seguiram em comboio formado por ônibus e caminhões, escoltados pelo Grupamento Tático da Polícia Militar, rumo à fazenda Maria Bonita, no mesmo município. Na fazenda, o movimento mantém acampamento, onde reivindicam a desapropriação da terra para fins de reforma agrária.

O fim dos bloqueios a rodovias fora um dos itens do acordo assinado na noite de ontem. Entre outros pontos, o MST se comprometeu a parar com as depredações nas fazendas ocupadas. O Incra e o Iterpa se comprometeram a agilizar o processo de reforma agrária.

Segurança - As polícias civil e militar estão atuando nos municípios de Eldorado dos Carajás e Xinguara para conter a onda de violência que assolou a região nos últimos dias. Diversos inquéritos policiais form abertos, com pedidos de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão encaminhados à justiça e que estão sendo cumpridos.

Em Eldorado, a polícia militar manteve tropas de prontidão na curva do S, para evitar que os manifestantes bloqueassem novamente a rodovia, prejudicando o ir e vir de milhares de veículos, nesta que é a principal rota de ligação entre as regiões sudeste e sul do estado.

Em Xinguara, policiais da Deca e Dioe, bem como da Tropa de Choque da PM, estão atuando para o cumprimento de mandados de prisão no interior da fazenda Espírito Santo. Na semana passada, um grupo de invasores destruiu e saqueou os retiros Ceita Coré, Sete Estrelas e Baixa da Égua.

Na manhã desta quinta-feira, 12, os policiais alcançaram o acampamento dos invasores. Após reunirem os ocupantes num barracão, os policiais da Deca iniciaram a revista nos barracões, onde encontraram televisões, aparelhos de DVD, antenas, utensílios agrícolas e documentos contendo listas de nomes de pessoas, possivelmente os ocupantes.

Os policiais tentaram cumprir o mandado de prisão da pessoa conhecida como Boca Cheia, mas dada a geografia da área, os procurados puderam fugir pela mata fechada. Contudo, os policiais encontraram a barraca que seria de Boca Cheia, onde uma panela de comida estava no fogo.

De acordo com o coronel Leitão, subcomandante da PM, "há uma determinação de governo para manter-se as vias com livre acesso, garantindo o direito constitucional de ir e vir de cada cidadão". O coronel lembrou ainda que as reintegrações de posse estão em andamento na região do Baixo Tocantins, e que em breve serão realizadas na região sul e sudeste do estado.

Governo negocia e MST se compromete a evitar atos violentos

Acabou por volta de 20 horas desta quarta-feira (11) a reunião entre representantes do governo do Estado e do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). Entre outros pontos acordados, o MST se comprometeu a desmobilizar seus acampamentos e a não ocupar mais rodovias no Pará, nem investir contra o patrimônio de fazendas ocupadas, como forma de fazer avançar as negociações visando melhorias para os assentados. "O acordo é uma vitória do governo, e deve trazer tranquilidade para as regiões sul e sudeste do Pará", afirmou o assessor da Casa Civil da Governadoria, Fábio Assunção, presente ao encontro.

O ouvidor Agrário Nacional, Gercino José da Silva, afirmou que "a busca pela implementação da reforma agrária deve ser feita dentro da legalidade, sem matança e nem furto de gado, sem desmanchar cercas, sem armas, sem bloqueio de estradas, sem colocar fogo no pasto e sem cercear o direito de ir e vir dos trabalhadores das fazendas". Concordando com o ouvidor, o representante do MST, Eurival Martins de Carvalho, conhecido por "Totô", declarou que o Movimento "identificou algumas pessoas acampadas que praticam furtos e roubos, e os está entregando para que a Polícia Civil tome as medidas cabíveis".

Processos - Na reunião, representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Instituto de Terras do Pará (Iterpa) se comprometeram a agilizar os processos que visam a retomada de terras públicas "griladas", com o objetivo de criar novos assentamentos. O presidente do Iterpa, José Heder Benatti, citou o caso da Fazenda Peruano, localizada no município de Eldorado do Carajás, onde a parte pública pertencente ao Estado poderá ser transformada em assentamento estadual. Gercino da Silva se comprometeu a dialogar com a Justiça Federal para agilização deste caso.

Fábio Assunção garantiu ao MST que o governo continua aberto ao diálogo com os movimentos sociais rurais, e que as negociações de pautas específicas, como melhorias em estradas e escolas em assentamentos, continuarão em reuniões com os órgãos das áreas de interesse.

Segundo os representantes do MST, algumas das propriedades que dispõem de liminares de reintegração de posse deferidas teriam irregularidades em sua documentação, incluindo suspeitas de "grilagem". O presidente do Iterpa afirmou que onde houver fragilidade documental atuará com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para derrubar as liminares, fazendo um cruzamento com o Mapa da Grilagem no Estado.

Invasores presos são transferidos de Marabá para Belém


Os três invasores da fazenda Espírito Santo presos pela polícia do Pará foram transferidos de Xinguara para o município de Marabá, na tarde desta quarta-feira (11). Os mandados de prisão foram expedidos pela Comarca de Marabá, em inquérito instaurado pela Delegacia de Conflitos Agrários da cidade. Por medida de segurança, eles devem chegar ainda esta noite a Belém, e encaminhados ao PEM 3 (Presídio Metropolitano).

Durante a operação de busca e apreensão, um grupo de invasores recebeu a tiros a tropa da Polícia Militar. Lourival Santos Ferreira, Baltazar Santos Ferreira e Antônio Luiz de Souza estavam no grupo que invadiu e depredou o retiro Seita Coré, na Fazenda Espírito Santo, em Xinguara. Outros três invasores que tiveram as prisões decretadas pela Justiça do município de Redenção conseguiram fugir.

Segundo o delegado Geral de Polícia Civil, Raimundo Benassuly Júnior, os três presos foram interrogados e serão encaminhados para a capital. Os presos não fazem parte de nenhum movimento organizado. "Eles negaram a autoria da depredação, mas assumiram em depoimento que participaram da invasão", informou o delegado.

O subcomandante da PM, coronel Leitão, afirmou que "as operações de reintegração de posse estão em curso, tendo se iniciado no município de Moju e se estendido até Tailândia". Segundo ele, todas as ordens judiciais serão cumpridas dentro de um planejamento organizado, envolvendo a polícia e o Poder Judiciário.

Governo reafirma ao MST a manutenção do estado de direito

O governo do Estado está agindo para manter o estado de direito no sul e sudeste do Pará e cumprindo os mandados de reintegração de posse na região, garantiu o representante da Casa Civil da Governadoria, Fábio Assunção, em reunião com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na tarde desta quarta-feira (11), na sede da Superintendência do Incra de Marabá.

Segundo Fábio Assunção, reivindicações do MST estão sendo cumpridas pelos órgãos governamentais responsáveis. Para o governo, garantiu ele, nunca foi encerrada a mesa de negociações com os movimentos camponeses. O MST pediu celeridade no processo de reforma agrária, a cargo do Incra, e condicionou a desmobilização de seus integrantes a compromissos assumidos pelo governo.

Prisões - Após a reunião, o diretor de Polícia do Interior, delegado Miguel Cunha, informou que quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos na fazenda Espírito Santo, no município de Xinguara.

A fazenda, de propriedade da Agropecuária Santa Bárbara, está com o direito de propriedade questionado na Justiça pelo governo do Estado, por se tratar de área aforada vendida de forma irregular para o grupo.

Ainda segundo o delegado, houve certa resistência à ação da polícia na área, mas os mandados de prisão puderam ser cumpridos após negociação.

Executivo e Judiciário discutem cumprimento de mandados no sul do Pará

A juíza da Vara Agrária de Marabá, Cláudia Favacho Moura, se reuniu na manhã desta quarta-feira (11) com representantes da Casa Civil da Governadoria, das Polícias Militar e Civil, Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e Ouvidorias Agrárias Nacional e Estadual para conversar sobre o clima de instabilidade no sul do Pará, em decorrência de manifestações promovidas por movimentos camponeses.

O objetivo da reunião era dar início ao trabalho de levantamento das áreas visando o cumprimento dos mandados de reintegração de posse pendentes. Na região, nos anos de 2007 e 2008, foram cumpridos mandados de reintegração de posse em mais de 20 propriedades, algumas delas com mais de uma liminar.

De acordo com a juíza, existem 18 mandados pendentes na Comarca de Marabá. Ela disse não ter conhecimento sobre a quantidade de mandados pendentes no Estado. "Falei com meu colega da Vara de Castanhal, que afirmou ter 45 mandados em aberto. Agora, no universo de todas as varas cíveis, não temos como precisar", acrescentou.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Dário da Silva Teixeira, afirmou que a situação na região se estabilizou. "Estamos mantendo a ordem com a tropa que temos aqui", informou. Ele disse ainda que cerca de 50 militares chegarão ao sul e sudeste do Estado para reforçar a tropa. "Estamos com o subcomandante, coronel Leitão, além do delegado Geral de Polícia Civil, dr. Benassuly, atuando na área para manter tudo sob controle", informou.

Atuação - Sobre a afirmação de representantes da Agropecuária Santa Bárbara de que a polícia está omissa, o coronel Dário declarou que "não vejo dessa forma. Em 2007 e 2008, fizemos reintegrações nas varas de Marabá e Redenção. Estamos atuando agora na Vara de Castanhal, que tem 45 mandados pendentes".

De acordo com o coronel, a cobrança deve ser feita a governos anteriores, que deixaram de cumprir os mandados e reduziram o efetivo policial do Estado, enquanto se verificava o crescimento da população. "Estamos superando a falta de efetivo. Vamos, ao término do mandato da governadora Ana Júlia Carepa, aumentar em um terço o efetivo da PM, fora a aquisição de viaturas, armamento e equipamentos de segurança", acrescentou.

Sobre a capacidade da PM do Pará em lidar com conflitos dessa natureza, o coronel Dário afirmou dispor de uma tropa qualificada: "Todas as reintegrações de posse foram realizadas sem que houvesse letalidade, o que mostra a nossa preparação".

Sobre o problema ocorrido na desobstrução da rodovia PA-150, à altura da Curva do S, em Eldorado do Carajás, o comandante da PM afirmou que tudo foi contornado graças à ação da polícia. "A rodovia foi desobstruída sem confronto, e continua desobstruída", garantiu.

O presidente do Iterpa, José Heder Benatti, ressaltou que é preciso levar em consideração os direitos dos ocupantes e dos proprietários. Para isso, frisou, deve haver uma preparação para que estes direitos sejam garantidos.

Benatti destacou ainda a disputa sobre a propriedade de algumas das terras reivindicadas pelos movimentos camponeses. Segundo ele, "o juiz suspendeu a matrícula da fazenda Espírito Santo (parcialmente ocupada por integrantes do MST e da Fetraf - Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar) e deverá julgar em breve o mérito da ação, podendo devolver o imóvel para o Estado, pois houve a conversão da área para título definitivo sem que houvesse a devida autorização por parte da governadora".

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vá em paz, Mestre Verequete !


Morre no dia de hoje Mestre Verquete, aoo 93 anos de idade, completos em agosto.

Vá em paz, grande mestre. Sua obra é imortal, legítimo representante da cultura de um povo.

Viverá no imaginário deste povo.

Este blog também tem medo de Serra

"Ironias das ironias, foi a turma de Serra quem mandou Regina Duarte dizer que "tinha medo" da vitória de Lula, durante a campanha de 2002. Agora, 7 anos depois, este blog lança um novo mote: "Eu tenho medo de José Serra!". Pois, de fato, o pior que pode acontecer na vida nacional é o tucano de São Paulo se tornar presidente, por sua vocação autoritária e sede de vingança contra adversários. E é bom mesmo Aécio ficar bem esperto, porque o vazamento do tal tapinha, se é que a agressão existiu, deve ser só o começo da "desconstrução da imagem" do governador mineiro, como gostam de dizer os sempre chiquíssimos tucanos paulistas... Ciro Gomes e Garotinho já provaram deste "remédio"."

 Peço licença ao jornalista Luiz Antônio Magalhães, editor do blog Entrelinhas, para citar este parágrafo de postagem de seu blog, onde comenta o factóide criado em torno da figura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Clique aqui para ler mais.

O caso Roseana, citado na postagem, é exemplo de como Serra age com quem ousar lhe atravessar o caminho. Começa agora a guerra suja contra Aécio.  



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Parem as máquinas ! Esta obra prejudica o povo !

Quem bradou esta frase foi o jornal Diário do Pará, em sua edição de hoje. As obras em questão são as do elevado que está sendo implantado no cruzamento das avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral. O motivo da paralisação é o grave problema social que afligirá os vendedores ambulantes que se aglomeram no local.

A obra faz parte do projeto Ação Metrópole, um conjunto de ações integradas, de responsabilidade do governo estadual, que pretende criar novas vias e ampliar algumas das antigas para permitir um melhor fluxo de veículos em Belém e na região metropolitana, bem como estabelecer um novo marco regulatório para o transporte coletivo. 

O motivo de tamanha preocupação social do jornal da família Barbalho é o perigo de que a inauguração do elevado promova uma melhoria na avaliação da governadora Ana Júlia, o que a colocaria em melhores condições para negociar a composição de sua chapa à reeleição. É notório, e este blog tem assim anunciado, que Jader negocia uma posição privilegiada nesta aliança. E, para tanto, não tem se furtado a usar os veículos de comunicação de sua propriedade.


Mais uma vez a imprensa paraense presta um desserviço à sociedade ao desinformar, ao criar factóides para proporcionar a satisfação dos interesses particulares de seus donos, criando um clima de comoção onde nada existe. A situação de muitos trabalhadores que optam pela informalidade como meio de ganhar sua vida tem que ser vista com atenção, certamente. Porém, a situação de um pequeno grupo de pessoas (70 trabalhadores, de acordo com o jornal, quantidade certamente superestimada) não pode fazer com que outras centenas de milhares que diariamente utilizam das vias em obras sejam prejudicadas.

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Ainda sobre o assunto, o senador Flexinha mostrou-se indigado, na tribuna do Senado da República, com a "inauguração da rotatória".

Senador, que o senhor não tenha lido a matéria, tudo bem. Mas sua assessoria poderia tê-lo alertado que nenhuma rotatória será inaugurada. Ela servirá como desvio do fluxo de veículos, para os pilares e as estruturas de sustentação da pista serem colocado no lugar. Ninguém quer que guindastes carregando toneladas de concreto e aço cruzem por cima dos tráfego.

Não se preocupe mesmo, pois a SEPE promete que em maio as obras serão inauguradas, e o senhor poderá comparecer a uma inauguração de uma obra de verdade.  

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Uma imagem vale por mil palavras


Esta imagem, pinçada do blog do prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, mostra a mudança da relação entre o mandatário do poder executivo, homem do povo, com este mesmo povo pobre.

Não existe entre ele e o cidadão o distaciamento característico da elite branca do país, que ainda vê os pobres como vassalos, como servos, que merecem talvez a sua piedade, mas nunca a compaixão.

O que desagrada a elite branca é esta relação de pertencimento que o presidente Lula tem com as classes populares.Como pode o país ser governado pela patuléia chula, que não fala com fluência o francês ou o inglês, que tropeça com a própria língua pátria?

A soberba desta elite branca, sua necessidade de ignorar a grande massa proletária que seu sistema construiu é a chave que levou a sua derrota e que faz de Lula o fenômeno que é. Sua preocupação em dar minimamente atenção ao povo em suas políticas de governo o tornaram líder mundial. E isso, a elite branca jamais conseguirá derrubar, pelo contrário. Quanto mais atacam Lula, mais forte ele fica.

Para ler o que Darci diz sobre a foto, clique aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Viagem à Concórdia


José Priante declarou na internet que ninguém quer saber de Ana Júlia. Não foi isso que presenciei neste sábado em Concórdia do Pará.

Os prefeitos das cidades vizinhas vieram em peso, com seus secretários municipais e vereadores. Coisa de uns 10 prefeitos, muitos do PMDB.

Era mais quem queria bater foto com a governadora, conversar. O mesmo aconteceu com os secretários de estado que lá se fizeram presentes.

Muitos PMDBistas declarando para que quisesse ouvir que o partido deve honrar sua participação no governo compondo com Ana Júlia.

Prometo pra vocês que amanhã eu posto uma foto onde apareçam todos os prefeitos...

Priante e o factóide


Em entrevista ao blog do Bacana, José Priante, ex-deputado e presidente do PMDB de Belém,  declarou sua disposição de lançar Jader ao governo do estado em plena convenção de domingo. Vejam o que disse Priante, quando perguntado se iria lançar Jader ao governo:

“ Vou sim, porque é o que meus companheiros querem, é o que o Pará quer. E tomara que tudo de certo e ele seja o candidato.”

Construindo um leitura de cenário um tanto quanto questionável, Priante justifica os motivos que o levam a crer que a candidatura de Jader é necessária e possível:

“as condições para ele ser candidato ao Governo nunca foram tão boas. Ana está muito mal, pelo interior e pela capital ninguém quer saber dela. Nem o PT quer saber dela. (...) está na frente de todas as pesquisas. Todas, sem ficar uma de fora. Então acho que ele tem todas as condições de vir para o Governo e ganhar.”

“O PSDB está dividido, as cicatrizes são enormes e não vão fechar tão rápido. Então, não importa quem seja o candidato deles, esse candidato não terá o apoio de todos do próprio partido, não terá unidade, entra fraco, já estão fracos.”

Mais adiante, Priante mostra ser um político dedicado às causas partidárias, e se diz disposto a se sacrificar em nome do partido, optando mesmo pela vaga ao senado:

“Claro, tem pesquisa aí que mostra meu nome muito bem avaliado. Estou pronto para a disputa, seja para que cargo for...”

Aqui fica claro que a entrevista fora montada para Priante lançar o factóide, que o daria condições para o golpe decisivo para o futuro de suas pretensões políticas. Aproveitando-se do clima de auto-afirmação partidária, construído e estimulado por Jader, Priante pensou que poderia lançar publicamente Jader ao governo, durante a convenção municipal do PMDB, e tensionar internamente o partido, obrigando Jader a entrar num encurralada: ou assume a candidatura ao governo, ou recua e perde credibilidade nas bases. Em ambas as situações, Priante ganharia.

Apesar de primo de Jader, Priante nunca dispôs da confiança do morubixaba o suficiente para sucedê-lo na liderança do PMDB. Lançado foi ao governo em 2006, mas na condição de boi de piranha. Na disputa à prefeitura, Jader e Elcione se empenharam arduamente na reeleição de Helder, deixando Priante sozinho.

Priante queria expor Jader, para dividir o partido e projetar-se como liderança para disputar os futuros caminhos do PMDB com o Helder, que sucederá o pai na condução do PMDB. Mas Priante esqueceu-se que esgrima com Jader, e Jader não iria cair numa armadilha tão infantil. Tanto que nem apareceu na convenção do factóide.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Luciano Huck tuíta através do Navega Pará


Está repercutindo na blogosfera a estupefação de Luciano Huck ao poder dispor de sinal de internet banda larga na cidade de Belterra, região oeste do Pará, fornecido pelo programa do governo estadual de inclusão digital, o NavegaPará. Fato que deixa mais estupefatos Flexa, Mário Couto  e Vic, que aos berros afirmam que o governo Ana Júlia não tem obra nehuma pra mostrar.

Ao contrário do que ensina o pensamento conservador brasileiro, tão bem representado através de nossos medíocres parlamentares, as ações do poder público não se restringem a grandes monolitos de concreto e aço. Através de ondas de rádio, por exemplo, o estado está se fazendo presente nas diversas regiões do estado, levando Belterra para mais próximo do mundo. E não só pela banda larga da internet, mas também através do Bolsa Trabalho, do Pró-Jovem, das equipes de saúde da família, e etc...

Recomendamos: Nova obra de Serra, a transposição do rio Tietê

"Segundo nota da assessora de imprensa do Presidente de Nascença, sra. Miriam Cochonne, divulgada em seu programa na Rádio CBN, a nova obra significará a mudança de paradigma do saneamento, da política ambiental, da política educacional, do transporte, do desenvolvimento econômico e da cultura nacional.  Ainda segundo a sra. Cochonne, a transposição do Rio Tietê, integrada à ampliação das avenidas marginais do rio, exigirá obras de engenharia de enorme envergadura e complexidade, e que apenas serão possíveis graças à enorme capacidade técnica e gerencial do Grande Engenheiro da Nação que governa o Estado.Os complexos projetos da obra vazaram para a imprensa e são apresentados abaixo." (N. E.: leia-se ao lado)

Para ler mais, clique aqui.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Recomendamos: Jornalistas Togados, de Washington Araújo

"Inúmeros são os casos em que a imprensa tem se arrogado o papel da Justiça. Assumir funções típicas da Justiça é recorrente na atividade jornalística. Há certa compreensão de que jornal é fórum, repórter é magistrado, editor é ministro de tribunal superior. E quando este é o quadro resta-nos apenas ver o desvirtuamento da informação fidedigna em atos de autoridade prepotente. (...) E só não há erro se o veículo de comunicação atua com transparência deixando o público saber a serviço de que agremiação se encontra. É aqui que mora o perigo: não temos tradição de nossos jornais e revistas cerrarem fileiras com esta ou aquela corrente política. É sempre por debaixo do pano que a verdade é contrabandeada – e a credibilidade do veículo de comunicação começa a decair quando seu público reconhece por si mesmo que há um marketing por trás dessa ou daquela capa, dessa ou daquela cobertura."

Para ler mais, clique aqui.

Eleição sem graça ???

O anúncio da composição nacional do PMDB com o PT estará botando um fim na indústria de boatos que cerca a definição das chapas que cerca a eleição no Pará em 2010?

Há quem diga que não. Talvez comecem a rolar os boatos sobre a vaga de vice na chapa de Ana (já li sobre Parsifal, sobre Juvenil e Pepeca, enquanto Anivaldo corre por fora), sobre o desejo de Jader em indicar nomes para a Sespa e ainda se o PMDB não arriscaria uma chapa própria.

E sobre os tucanos, esqueceremos todos deles, sobre suas indefinições, sua incapacidade de indicar um candidato e o racha que surgirá com qualquer que seja o indicado?

Acho que as coisas caminham para uma eleição onde Ana Júlia não terá adversários. Enfrentará um PSDB dividido, onde cada grupo tratará de correr atrás de seus candidatos proporcionais. O Dem interessado somente na vaga ao senado. Jáder resignado a manter-se na câmara federal, preparando terreno para a candidatura do filho em 2014. De resto, alguns aventureiros, e só.

Excelente definição

Encontrei um site de wiki-humor, a Desciclopedia. Uma sátira da Wikipedia. Adorei a definição dada à revista Veja: "Essa revista fez um pacto com o Google para conseguir algo que ninguém nunca conseguiu: editar algo completamente sem conteúdo relevante. É uma revista que ninguém com o mínimo de opinião própria lê, pois todos os números são editados com matérias chupadas recicladas e possuem um alto teor de parcialidade ultradireitista dos velhos tempos" e também "O intuito da Veja é espalhar as maravilhas da ditadura, fazer os brasileiros desregulamentarem a economia, demonstrar as novas tendências para a classe média, comparar petistas com demônios comunistas (mesmo que estes pratiquem a mesma política tucana) e caluniar Chuck Norris. Para isso, ela usa de grandes e renomados jornalistas, como por exemplo o infame (!) Diogo Mainardi ".

Gilmar mendes nega intervenção no Pará


O Ministro Gilmar Mendes acaba de declarar, durante a abertura da Assembleia Geral do Comitê Permanente da América Latina para Revisão das Regras Mínimas da ONU para Tratamento dos Presos, em Belém, que não vê motivos para declarar intervenção federal no estado do Pará.

O pedido de intervenção federal no estado foi protocolado pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que ao mesmo tempo é presidente da Confederação Nacional da Agricultura. A senadora, conhecida como MIss Desmatamente, alega que o governo estadual vem se negando a executar as reitegrações de posse decretadas pela justiça. No último domingo, o co-autor do pedido, Carlos Xavier, presidente da FAEPA, declarou em jornal local que no Pará existem mais de 1000 propriedades rurais invadidas.

A governadora Ana Júlia respondeu ao presidente do STF, declarando ter realizado 60 reintegraçõesde posse, além de estar fazendo uma varredura para detectar e anular títulos ilegais de terra.O Estado do Pará ingressou com mais de 150 ações na Justiça, pedindo a nulidade de títulos irregulares e aguarda decisão judicial. Dentre essas, há 51 ações contra a grilagem de terras, envolvendo mais de 178 milhões de hectares.

A negativa do pedido de intervenção federal joga um balde de água fria nas pretensões da senadora e da direita ruralista em criar um clima de instabilidade no estado do Pará. O motivo claro destas pretensões é a disposição da governadora Ana Júlia em combater a grilagem de terras, o desmatamento ilegal e o trabalho escravo,ao mesmo tempo em que cria condições para o desenvolvimento sustentável e a agricultura familiar, os grande inimigos da CNA.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Magoou

O deputado federal e blogueiro Vic Pires Franco está magoado com o deputado estadual e também blogueiro Carlos Bordalo. Tudo porque Bordalo ousou questionar a performance de sua mulher à frente das políticas de saúde do governo Jatene. Bordalo lembrou dos óbitos ocorridos em agosto/2003 (62 óbitos e taxa de mortalidade de 20,8%), Junho/2004 (63 óbitos e taxa de mortalidade de 22,3%), Abril/2005 (51 óbitos e taxa de mortalidade de 20,3%), Novembro/2006 (51 óbitos e taxa de mortalidade de 20,2%).

É de conhecimento de toda a blogosfera paraense que o deputado Vic ataca violentamente quem ousar questionar a sua conduta política e a de sua digníssima esposa. Assim procedeu o deputado, via comentários anônimos no blog de Bordalo e com postagem chamando-o de mentiroso em seu próprio blog.

Deputado Vic: para se ganhar prêmio, basta um relatório bem elaborado, e uma maquiagem no dia marcado para a visita. Aliás, tem muita gente por aí especializada em fazer consultorias para ganhar prêmios. Política pública se avalia a partir dos indicadores que produz. Assim sendo, pelos indicadores produzidos na gestão de sua digníssima, a Santa Casa vivia uma tragédia cotidiana. Apenas não aparecia no jornal Liberal.

Nova Superintendência de Polícia Civil em Abaetetuba será inaugurada nesta sexta.

Na próxima sexta feira, a governadora Ana Júlia inaugurará a nova superintendência regional de polícia do baixo Tocantins, em Abaetetuba.

Construída no lugar da antiga delegacia, palco de toda sorte de abusos contras os direitos humanos, onde a prisão da menor L. foi apenas a ponta do iceberg, a nova delegacia custou 1,6 milhão de reais e disporá de 3 blocos de prédios de dois pavimentos, onde funcionarão a delegacia, a Superintendência Regional de Polícia, blocos carcerários para adultos e menores com celas masculinas e femininas, alojamento para policiais de plantão e o Instituto de Identificação.

Uma das diretrizes do governo Ana Júlia foi a adequação de todas as unidades da polícia civil a parâmetros mínimos de garantia dos direitos humanos, o que não havia antes. No total, 50 unidades estão sendo modificadas, sendo 30 reformas e 20 novas construções, num total de investimentos da ordem de 18 milhões de reais.

Veja ao lado como ficou, em foto de Eliseu Dias, da Agência Pará.

Justiça eleitoral cassa vereadores de SP

A justiça eleitoral cassou o mandato de 13 vereadores da cidade de São Paulo, por terem recebido doações de uma entidade ligada ao setor imobiliário. De acordo com a Folha, os verdadeiros doadores eram empresários os verdadeiros doadores. Confira a seguir a lista dos vereadores e quanto cada um recebeu:

Adolfo Quintas (PSDB) - R$ 100 mil, Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB) - R$ 100 mil, Cláudio Barbosa (PSDB) - R$ 100 mil, Dalton Silvano (PSDB) - R$ 100 mil, Gilson Barreto (PSDB) - R$ 100 mil, Ricardo Teixeira (PSDB) - R$ 150 mil, Carlos Apolinário (DEM) - R$ 200 mil, Domingos Dissei (DEM) - R$ 145 mil, Marta Costa (DEM) - R$ 180 mil, Ushitaro Kamia (DEM) - R$ 130 mil, Paulo Sérgio Abou Anni (PV) - R$ 100 mil, Wadih Mutran (PP) - R$ 50 mil, Adilson Amadeu (PTB) - R$ 200 mil.

Metade da bancada tucana e quase a metade da bancada democrata foi cassada.

Segundo a denúncia, o sindicato das empresas do setor imobiliário de São Paulo doou através de AIB cerca de 6,5 milhões de reais, se tornando o segundo maior doador do país, perdendo apenas para a construtora OAS. Para que a doação estivesse dentro da lei, a entidade deveria ter uma receita de mais de 324 milhões de reais ao ano. Contudo, a entidade não dispõe se receita fixa nem corpo de associados.

domingo, 18 de outubro de 2009

Recomendamos: Manguezais: As florestas da Amazônia costeira

"(...) são necessárias medidas governamentais e sociais, como informação, discussão e aplicação das leis que proíbem a pesca ou captura de diversas espécies em períodos de reprodução e acelerar a elaboração e implantação dos planos de manejo das reservas extrativistas já criadas. Além disso, o gerenciamento costeiro regional deve orientar o crescimento urbano e o uso do espaço nas cidades costeiras. É preciso, antes de tudo, que governo e sociedade despertem para a realidade de que nossos recursos naturais são finitos e de
que o uso e aproveitamento de áreas costeiras devem ser planejados, respeitando os limites humanos e ambientais. Só assim será possível garantir o espetáculo de beleza das florestas de mangue da Amazônia costeira."

Recomendamos a leitura do artigo publicado na última edição da revista Ciência Hoje, publicação de divulgação científica da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Os autores, Moirah Menezes e Ulf Mehlig, são doutores em botânica e professores do curso de biologia do campus Bragança da Universidade Federal do Pará.

Com muito trabalho, os dedicados professores da Ufpa estão construindo um curso de alta qualidade no interior do estado, que hoje dispõe de curso de mestrado e agora doutorado em estudos costeiros. Uma mostra que a interiorização dos cursos superiores, associada às necessidades e potencialidades de cada região pode trazer grandes resultados.

Os estudos desenvolvidos pelo Instituo de Estudos Costeiros da Ufpa podem ajudar e muito o desenvolvimento da atividade pesqueira da região bragantina, evitando o desaparecimento dos recursos naturais e o consequente empobrecimento de uma grande população.

Paea ler mais, clique aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Olhai por nós...


Linda foto de Eunice Pinto, da Agência Pará.

Lula pressiona Vale por indústria de aço

Durante sua estada em Belém, ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata a sucessão do presidente Lula, Dilma Roussef, disse se tratar de uma questão de honra para o presidente Lula a implantação da usina de aço laminado em Marabá.

Lula, como tem sido noticiado com frequência pela imprensa, tem cobrado duramente da ale mairo contrapartida com os estados onde a mega-mineradora tem seus empreendimentos. O Pará, como maior fonte de rendimentos da empresa, inclusive.

É claro como água que o tratamento dispensado pelo governo federal ao estado do Pará é bem distinto do tratamento dispensado durante o tucanato. FHC sempre reservava uma bela poltrona em sua sala de espera para Almir Gabriel, ladeada por um imenso cinzeiro, onde Almir costumava ficar por dias a fio. Fez uma reforma tributária, chamada Lei Kandir, que tungou o Pará de importantes recursos oriundos de impostos sobre exportação da matéria prima. Entre elas a energia de Tucuruí.

Lula veio ao Pará diversas vezes, tirou do papel o asfaltamento da Transamazônica e da BR 163, as eclusas de Tucuruí, combate o verdadeiro saque praticado pelas madeireiras e exige da Vale que verticalize a produção do ferro.

Com o boom industrial promovido pela descoberta do pré-sal, Lula quer que a indústria de base se instale no Pará. E tem gente que ainda acha isso ruim.

Recomendamos: Perereca entrevista Cláudio Puty

"O governo do PSDB foi um governo centralizado na capital e um governo que, ao se deparar com a complexidade dos problemas na saúde, na educação, na segurança, resolveu fazer o mais simples, a partir de obras vistosas – o que não se pode dizer que seja uma coisa pouco inteligente; é uma coisa muito inteligente, só que não muda o estado. Então, em vez de enfrentar os problemas da municipalização da saúde, os problemas da saúde básica, preferiram construir hospitais de média e alta complexidade nas regiões - mesmo sabendo que a manutenção desses hospitais, por ano, seria mais cara até que a sua construção – em vez de empreender o processo, que é muito mais difícil, muito mais complicado, de fortalecimento da saúde básica. É isso que nos diferencia. Em todas as áreas você acha esse padrão pragmático/centralizador. Um padrão que funciona muito bem para as eleições, tanto que ganharam duas e disputaram a terceira. Mas, como eu disse, não resolve os problemas do povo. Daí a eleição da Ana Júlia. Eu poderia falar de várias outras características, mas acho que essa é a que simplifica mais."

O trecho acima foi retirado de uma das perguntas da jornalista Ana Célia Pinheiro ao chefe da Casa Civil do Governo do estado, o economista Cláudio Puty. Esta entrevista deu muito o que falar, e foi comentada em diversos blog por aí, em especial os blogs Hupomnemata, do Hiroshi Bogéa e o Espaço Aberto. Contudo, ao contrário dos demais que procuraram fazer um estudo dos mitos subentendidos na fala da jornalista e um ponto a pontos das questões mais relevantes descortinadas na entrevista, o Espaço Aberto, na sua arrogância corriqueira, procura desconstruir a fala do chefe da Casa Civil.

Sempre se considerando o dono da verdade, o blogueiro se incomoda com a possibilidade de Puty vir a ser candidato a qualquer cargo eletivo em 2010. Puxando pela memória, lembremos que este é uma acontecimento bastante comum, em qualquer governo, que secretários sejam candidatos. Fiz uma breve pesquisa e coloco aqui alguns links que mostram possíveis candidatos/secretários.



Um detalhe interessante: no governo Jatene, o então chefe da Casa Civil, Zé Carlos Lima, candidatou-se a deputado estadual. O próprio Jatene, que fora chefe da Casa Civil no Governo Almir, candidatou-se na condição de secretário. Será que na época o então apenas jornalista e editor de veículos da família Maiorana indignou-se tanto assim??? Não sei, mas corro o risco de ser desafiado a provar ou rebater qualquer coisa pelo blogueiro.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bug Geral

Um bug atingiu o blog excluindo todas as postagens do dia de ontem. Infezlizmente, estas postagens foram escritas diretamente da caixinha de administração do blog. Logo, não há como resgatá-las. Pretendo no dia de hoje resgatar seus argumentos en nova postagem. 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cultura: B. Negão & Os Seletores de Frequência

Mudando um pouco o assunto do blog, gostaria de indicar para audição de quem gosta do rock/pop produzido no Brasil noa anos 90, em especial o produzido no Rio de Janeiro, de onde despontaram entre outros Planet Hemp e O Rappa. Trata-se do extinto grupo B. Negão & Os Seletores de Frequencia.

No vídeo abaixo você pode ver a música "A Verdadeira Dança do Patinho". Muito legal.



Ps. Postagem nada a ver com o Círio...

Guerra silenciosa no ninho tucano


As mensagens enviadas pelos aliados do ex- governador Simão Jatene através das páginas do jornal O Liberal anunciam que a batalha interna do PSDB ainda ferve, apesar da suposta água fria jogada pelo presidente do partido, o senador pernambucano Sérgio Guerra.

Enquanto isso, a pesquisa que indicaria qual tucano está com a preferência do eleitorado nada de sair. Levando em consideração que pesquisa é um instantâneo, quando tiver divulgado seu relatório, a pesquisa tucana estará caduca.

Para alguns, a ameaça de Almir Gabriel disputar a indicação do partido ao governo estadual significa uma medida extrema para impedir que Jatene se candidate. Para estes, o racha do partido é inevitável: quem quer que seja o ungido, não contará com o apoio integral do outro, que tratará de cuidar do seu rebanho, de olho no futuro.

Nesse cenário, reforça-se a impressão de que a arrogância dos ramphastídeos está lhes limitando, além do olhar sobre os acontecimentos do presente, as alianças para o futuro. Que o diga o DEM, que já está jogando seu charme para Jader...

Jader sozinho no palanque em 2010?


Por falar em Jader, seu jornal e associados estão soprando a fogueira das vaidades que arde no PSDB. Descem a lenha em Duciomar, em uma verdadeira cruzada épica contra as irregularidades de sua gestão. Afagam Vic, que lhes ofereceu sua esposa em sacrifício, sabe-se lá a troco de quê.

Jader e o PMDB estão carentes de alianças, pois a postura dúbia que mantém em relação ao governo, se por um lado reforça suas bases para 2010, por outro afasta aliados. Seus planos futuros – a projeção de Hélder Barbalho no cenário político estadual – dependem diretamente da capacidade do partido em aglutinar força própria, mas estão vinculados também ao potencial de aglutinação de forças sociais.

O perigo que reside na opção de Jader está em se isolar do bloco que apoiará a reeleição de Ana Júlia. Como transfere para o plano nacional a aliança, e existe a grande possibilidade do PMDB marchar com Dilma, Jader corre o risco de ter que desmentir seu discurso para aliar-se ao bloco liderado pelo PT, e com isso perder apoiadores. Restará ao morubixaba mor do partido do finado Ulisses Guimarães fazer as contas e ver se sai com saldo positivo – ou negativo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Recomendamos: Governadora destaca nos Estados Unidos o potencial de carbono do Pará


Los Angeles (EUA) - Ao apresentar as políticas públicas que o governo do Pará está implementando para a conservação da floresta amazônica e a implantação de um novo modelo de desenvolvimento, baseado na sustentabilidade ambiental, a governadora Ana Júlia Carepa demonstrou que o Estado possui um potencial de carbono para vender ao mundo na ordem de US$ 65 bilhões, para um período de 30 anos.

Levando em conta uma área degradada ilegalmente de 12% do território e a aplicação de modelos de negócio estabelecidos no Programa 1 Bilhão de Árvores para a Amazônia, cujo conceito é promover a recuperação de áreas degradadas com viés econômico, são mais US$ 31 bilhões em oportunidades de carbono, numa conta conservadora, que estabelece a tonelada a U$ 3 no mercado voluntário.

"Somos um Estado detentor de um generoso estoque de carbono e queremos converter esse bem, que ajuda a salvar o mundo, na transformação da vida das pessoas, na valorização dos povos da floresta", destacou Ana Júlia Carepa nesta sexta-feira (2) para uma plateia que a aplaudiu com entusiasmo.

Para ler mais, clique aqui

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016- a Olímpiada é nossa



Recomendamos: Desfraldando os mitos tucanos

Peço licença aos leitores do blog para colar aqui uma postagem do deputado estadual Carlos Bordalo em seu bog, onde ele ataca um a um os argumentos que levam o tucanato a crer que o povo está só esperando a chegada de outrubro de 2010 para devolver-lhe o comando do poder executivo estadual. Recomendo a leitura.

Desfraldando os mitos tucanos

Aproveito hoje para comentar alguns mitos da oposição que se expressaram nas caixinhas de comentários do blog do Espaço Aberto, do jornalista Paulo Bemerguy, a quem agradeço pelo link que fez para a minha postagem sobre a inviabildade eleitoral, cada vez mais crescente, do PSDB ano que vem.

As realizações do nosso governo dão a Ana Júlia a dianteira das pesquisas e ao inimigo histórico dos tucanos, Jáder Barbalho, o empate com ela na liderança. Imagina quando a campanha começar...

Leia mais clicando aqui

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

1/10/2009 - 60 anos da revolução chinesa

“Um comunista deve ser aberto e franco, leal e ativo, deve colocar os interesses da revolução acima de sua própria vida e subordinar os interesses pessoais aos interesses da revolução. Em todos os momentos, seja onde for que se encontre, ele deve ater-se aos princípios justos e travar uma luta sem tréguas contra todas as idéias e ações errôneas, de modo a consolidar a vida coletiva do Partido e reforçar os laços existentes entre este e as massas; um comunista deve preocupar-se mais com o Partido e as massas do que com qualquer indivíduo, e deve atender mais aos outros do que a si próprio. Só um indivíduo assim pode ser considerado comunista. É necessário fazer compreender a todos os camaradas que o critério supremo para julgar as palavras e atos de um comunista está em saber se eles conformam com os mais altos interesses da esmagadora maioria do povo e se beneficiam do apoio dessa maioria. Em nenhum momento e em nenhuma circunstância um comunista deve colocar os seus interesses pessoais em primeiro plano; pelo contrário, ele deve subordiná-los sempre aos interesses da nação e das massas populares. É por isso que o egoísmo, o relaxamento no trabalho, a corrupção, o exibicionismo, etc, merecem o maior dos desprezos, enquanto que a entrega desinteressada, o ardor no trabalho, devoção à causa pública, o esforço intenso e tenaz merecem todo o respeito. Seja em que momento for, um comunista deve estar pronto a persistir na verdade, pois a verdade concorda sempre com os interesses do povo; em todos os momentos um comunista deve estar pronto a corrigir os seus erros, pois todo erro é contrário aos interesses do povo.” Mao Tsé Tung

Golpe: não há outro nome para o ocorrido em Honduras


Fui provocado, em uma caixinha de comentários de um blog por aí, a rebater um a um os argumentos do articulista de Veja, Reinaldo Azevedo, defendendo o golpe de estado ocorrido em Honduras. Em seguida, mais um comentarista saudoso da ditadura correu em linkar um artigo de Dalmo Dallari, onde este pretende encontrar na constituição Hondurenha os dispositivos que “legalizariam” o golpe.

Primeiramente, quero deixar claro que não sou jurista, e portanto, não tenho arcabouço teórico para um debate dessa natureza. Logo, procurei fontes onde me amparar. Nesta procura, acumulei elementos que permitem encontrar onde reside a ilegalidade do golpe.

Se o tão citado artigo 374 da Carta Magna hondurenha efetivamente impossibilita reforma constitucional que altere o mandato presidencial ou possibilite a reeleição do titular do respectivo mandato, este artigo não gera a perda de mandato pelo presidente da República, e muito menos dispensa o devido processo legal para tal sanção. Tal item destina-se a punir conduta que proponha recondução presidente e não a mudança do dispositivo para futuros governantes.

O plebiscito proposto por Zelaya, contra o qual se levantaram parlamentares e juízes, previa uma consulta popular sobre se a aceitação de um novo plebiscito, juntamente à eleição geral de novembro, prevendo a instalação de uma assembléia constituinte, que iniciaria seus trabalhos após o final do mandato do presidente Zelaya. Portanto, poderia estabelecer ou não a reeleição para o seu sucessor, e não para ele próprio.

Mesmo assim, outros aspectos da constituição hondurenha foram sumariamente solapados, entre eles garantia do amplo direito de defesa, e do devido processo legal. A Constituição de Honduras, como qualquer Constituição democrática do mundo, reconhece o direito de defesa e o devido processo legal em diversos de seus dispositivos, dentre outros, seus artigos 82, 89, 90, 94 e 95.

Por fim, o artigo 102 da Constituição hondurenha estabelece expressamente que nenhum hondurenho poderá ser expatriado nem entregue pelas autoridades a um Estado estrangeiro. O seu artigo 85 determina ainda que nenhuma pessoa pode ser detida ou presa se não nos lugares determinados pela lei.

Além disso, a expulsão inviabiliza fisicamente o exercício do direito de defesa por Zelaya e a realização do devido processo legal. Desmascara-se assim a verdadeira intenção golpista: depor o presidente por ato violento, sem qualquer processo ou possibilidade de exercício do direito de defesa.

Finalmente, a conduta golpista, além de se basear em um bocado de inconstitucionalidades, constitui crime conforme o disposto no artigo 2º da Carta hondurenha, que tipifica como delito de traição da pátria a usurpação da soberania popular e dos poderes constituídos.

Pior do que isso, é querer justificar a conduta golpista por ter apoio da justiça do país. Às Cortes constitucionais cabe o papel de interpretar a Constituição e não de usurpá-la às abertas. Cabe-lhes defendê-la, não destruí-la. Um Judiciário republicano e democrático, obviamente, não deve exercer a jurisdição de forma imperial, criando normas constitucionais e impondo-as sob o título de interpretar normas vigentes. A isso se chama claramente de golpe de estado.

Segundo o artigo 3ª da Constituição de Honduras: “artigo 3º - Ninguém deve obediência a um governo usurpador, nem a quem assuma funções ou empregos públicos por força das armas ou usando meios ou procedimentos que quebrem ou desconheçam o que esta Constituição e as leis estabelecem. Os atos praticados por tais autoridades são nulos, o povo tem o direito a recorrer à insurreição em defesa da ordem constitucional”.

Logo, o levante popular contra o golpe é legítimo, e lícito. Criminosos são aqueles que, ao arrepio da lei, pretendem impor uma ordem arbitrária, anti-democrática, ilegal e autoritária. Reconhecer Zelaya como presidente legítimo de Honduras e exigir sua imediata recondução ao poder e a punição de todos os golpistas não se trata de uma atitude de esquerdistas, ou Chavistas, mas sim de verdadeiros defensores da ordem internacional e da soberania do povo hondurenho.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pau canta no ninho tucano


O pau cantou no centro do ninho tucano. A visita dos parlamentares estaduais tucanos José Megale, Ítalo Mácola, André Dias, Bosco Gabriel e Manoel Pioneiro acompanhados dos federais Zenaldo Coutinho e Wandenkolk Soares ao presidente nacional do partido, o senador pernambucano Sérgio Guerra, quase terminou em pancadaria quando foi invadida pelo senador Mário Couto e o deputado federal Nilson Pinto.

Aos gritos e empurrões, Couto e Pinto tentaram melar as intenções dos parlamentares tucanos, que eram a imediata posse de Zenaldo como presidente estadual dos tucanos no Pará e a definição urgente do nome do partido que disputará contra a governadora Ana Júlia as eleições de 2010. Guerra precisou de muita diplomacia para impedir que os tucanos paraenses chegassem às vias de fato.

Tapioucouto, em meio à refrega, declarou que Almir Gabriel estaria construindo com ele uma grande estratégia buscando pleitear a vaga de cabeça na chapa majoritária do partido. Para isso, a prorrogação do mandato do atual presidente Flexa era crucial. Couto gritava que, caso Jatene não desistisse da candidatura, Almir estaria disposto a apresentar seu nome na convenção do partido em 2010.

Ao mesmo tempo, Zenaldo e os demais gritavam que o tempo de Almir já havia passado, e que, apesar de Almir ter-lhes empurrado a candidatura de Couto ao senado, não estariam mais disposto a aturar os desmandos do ex-bicheiro. Zenaldo declarou ainda que exige o cumprimento do acordo firmado com Flexa que garante sua posse como presidente da legenda.

Pau canta no ninho tucano 2


O resultado de todo esse “pega pra capar” na cúpula tucana foi o adiamento para o próximo dia 25 de outubro de uma decisão nacional sobre o imbróglio.

O que o eleitorado paraense pode perceber é que a distância do poder atinge os tucanos duramente. Após 12 anos refastelando-se sobre a miséria do paraense, e escorraçado do poder pela vontade soberana do eleitor, os tucanos ainda lutam desesperadamente pela sucessão em seu partido com a vã esperança de que as doações de campanha acorrerão aos milhões quando puseram suas escassas tropas em combate.

O que não conseguem ver, impedidos pela soberba do poder que perderam, é que seu partido não dispõe de um projeto de poder moderno, capaz de levar o povo paraense a acreditar que seu retorno ao pdoer trará alguma modernidade.

Almir Gabriel era o novo em 1994 por representar a substituição do “rouba mas faz”, que era Jader. Hoje, representa o que de mais velho pode existir na política paraense, incapaz que foi sequer de dar satisfações de sua derrota ao eleitorado. Mário Couto, então, nem se fale. Filhote da ditadura militar, truculento e pouco capaz de articular os pensamentos para construir alternativas de poder, “paga mico” achando que está abafando. Jatene, mais afeto à vida boa do que ao trabalho duro do poder executivo, espera pegar o poder de mão-beijada.

Assim segue a novela tucana. Enquanto isso, os demais players se movimentam no tabuleiro. Lembrando a velha canção de Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Desligamento de Edilza Fontes da DS: breves considerações


Recebemos por email a carta da professora Edilza Fontes informando seu desligamento da corrente Democracia Socialista, e a opção por compor outro agrupamento petista, desmentindo assim as insinuações de que estaria migrando para outra legenda.

Não vimos nada demais na carta. Edilza não rompeu por discordar de questões políticas, por um interpretação diferente da conjuntura internacional, nada disso. Nada há além do claro reconhecimento da autora da missiva que não gosta de ser contrariada. Enquanto mandava e desmandava na corrente, a professora Edilza estava contente. Quando passou a ser contrariada, pulou fora.

Quando um cidadão, ou cidadã, deseja compor um grupo político, deve ter a clara noção de que está ali para ganhar e para perder, para compor o grupo majoritário ou, quando em minoria, pra acatar o posicionamento do grupo vencedor. Essa é a regra básica de qualquer forma de organização, seja ela política ou não. Se for sempre o vem a nós, então não existe um grupo, existe sim a vontade do um sobre o todo.

A professora Edilza, pela sua condição de historiadora e ex-militante de uma organização marxista-leninista clandestina que era o PRC, deve saber disso. Logo, causa estranheza o desagrado em ser derrotada internamente. Está fingindo não conhecer a regra do jogo? Não sei.

O certo é que concordo com ela quando diz que todas as pretensas candidaturas em um grupo político são legítimas. Mas discordo que todas devem ser efetivadas. Acho que qualquer organização que pleiteia intervir na conjuntura para determinar o rumo da história deve ser capaz de traçar uma estratégia, e no mudar da conjuntura, determinar as táticas mais adequadas para alcançar as metas estratégicas. Entre estas táticas está a tática eleitoral.

Assim, por mais legítimas que sejam as candidaturas, se não se enquadram na tática, não são adequadas para o momento. Aprendi estas coisas na formação política que tive em organizações de esquerda, que reivindicavam o materialismo-histórico como matriz teórica para a interpretação da conjuntura. Acredito que estas regras ainda valem para uma análise nos dias de hoje. E os velhos esquerdistas, esqueceram disso? Pois se ficam fazendo biquinho, acho que sim.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Helinho e o King Kong


Há quase 12 anos atrás, o Pará ocupou as páginas da imprensa local pelas diatribes praticadas pelo vice-governador de então, Hélio Gueiros Jr. Após o afastamento do titular, Almir Gabriel, em decorrência de um grave problema cardíaco, Helinho, como era conhecido, demitiu de uma tacada só os scretários de estado de Administração, Fazenda e Planejamento, os chefes das casas Civil e Militar, cancelou os incentivos fiscais que o Estado concedia à Companhia Vale do Rio Doce, mandou retirar os sessenta policiais que faziam a segurança da empresa em Serra Pelada e demitiu por decreto o presidente do banco do Estado.

Lembrei dessas presepadas todas ao ler as ilações de associados da tucanagem que rapinou nosso estado que o vice-governador de hoje, Odair Corrêa, deveria fazer o mesmo. Demitir todo mundo e pagar um imenso mico, ou melhor, um King Kong, em escala nacional. Tudo porque ele supostamente estaria sendo desprestigiado pelo governo da titular, Ana Júlia.

É interessante ver o despeito com que age esta turma. Não aceitam de forma nenhuma o jogo democrático e se recusam a adotar um posicionamento altivo frente a alternância de poder. Assim, não conseguem ser oposição, ter um projeto a oferecer a sociedade como alternativa. Só restam as atuações tragicômicas de um Mário Couto na TV senado, as piadinhas, os ti-ti-tis. Talvez por isso desejem o retorno de um Helinho. Para provar que não só eles foram capazes de pagar um mico, os petistas podem também.

Jatene diz que fica


O ex-governador Simão Jatene mandou avisar a quem interessar possa que não pretende se desfiliar do seu partido, o PSDB, e ingressar em outro até sexta-feira. O recado é dirigido a Jader Barbalho, que vem assediando o sósia castanhalense de Bin Laden há algum tempo, através de seus veículos de comunicação e de seus associados.

O convite de Jader não era fácil de ser recusado: a candidatura ao governo estadual, acompanhada de dinheiro para a campanha e uma vaga no palanque presidencial de Dilma.

Contudo, Jader deu muito na cara que tinha como objetivo ter Jatene como uma espécie de candidato boi de piranha, aquele que é enviado na frente da boiada, é devorado, mas permite que o resto da boiada passe. Com isso, Jader teria garantida sua vaga ao senado, faria uma boa bancada federal e estadual e ainda poderia regatear o apoio a Ana Júlia no segundo turno, como fez em 2006.

Mas Jatene deve ter recordado os acontecimentos recentes. Em especial, o grande destaque dado à entrevista de Almir e Mário Couto, onde ambos desceram a lenha no nosso ex-governador boa vida, com direito à página dupla e metade da capa da edição de domingo. Ali ficou claro que Jader estava pondo em curso um plano para fulminar o que restava do PSDB e pavimentar seu caminho ao senado, em 2010, e de seu filho ao Palácio dos Despachos em 2014.

Honduras: golpe perto do fim?


O agravamento das tensões em Honduras, com a decretação do estado de sítio e o fechamento de veículos de comunicação podem sinalizar o enfraquecimento do movimento golpista. As manifestações de apoio ao golpe, cada vez mais rarefeitas, contrastam com o fortalecimento do movimento pró-Zelaya. Apesar do estado de sítio, há indicações que novas manifestações podem eclodir a qualquer momento.

As recentes declarações do secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, condenando o estado de sítio e cobrando a preservação da integridade da embaixada brasileira, atestam o isolamento político de Michelleti. O estapafúrdio ultimato exigindo que o mundo todo declare reconhecimento ao seu governo golpista é um sinal de que a barca começa a fazer água.

Essa sinalização mostra que, apesar de ser considerada pela imprensa brasileira como atabalhoada, a tática de Zelaya começa a mostrar efetividade. Sua presença no país reforçou o movimento de resistência popular, que passou a exigir seu retorno ao governo e o fim da crise institucional, e forçou a comunidade internacional a tomar posições mais efetivas contra ao país. Espera-se ainda que, com a possibilidade do não pagamento do funcionalismo público do país, a pressão para o retorno da normalidade em Honduras acabe dando um fim ao golpe. Para isso torcemos todos os democratas do mundo.

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Guerra

Enquanto isso, o PIG começa a questionar do governo brasileiro se decretará guerra a Honduras em caso de violação da embaixada brasileira. Tipo assim: se decretar, é intervencionista; se não, é frouxo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Honduras, golpe e o partido da imprensa golpista


Através do Twitter, respondi à colega Helena Palmquist, talvez até acidamente, se ela realmente estava surpresa com a abordagem pró-golpe dada pela imprensa nacional ao caso de Honduras. Afinal, uma imprensa que, aberta ou veladamente apoiou o golpe militar de 64 no Brasil e, mais recentemente, declarou esta mesma ditadura como ditabranda, não poderia ter atuação diferente.

No caso em questão, devemos lembrar as condicionantes: Zelaya é de origem rica, tendo sido eleito por um partido de direita, e ao assumir ao poder deu uma guinada à esquerda; pediu desculpas a Fidel por Honduras ter servido de base ao movimento anti-castrista; após ter sido deposto, procurou asilo na Nicarágua; foi apoiado por Chávez em sua tentativa de retornar ao poder; e por último, mas não menos importante, procurou refúgio na embaixada brasileira. Estes componentes fazem com que a imprensa golpista crie uma identidade enorme com Micheletti, que acusa Zelaya de traidor. E que fique claro: traidor da elite hondurenha.

A acusação estapafúrdia de que a política externa brasileira está tumultuando o processo democrático do país, pois a democracia seguia seu curso com eleições marcadas, é tão cínica quanto o eufemismo criado: governo de fato.

Zelaya não combinou com a diplomacia brasileira que se refugiaria em nossa embaixada em Tegucigalpa, como tem feito questão de declarar, tanto o próprio Zelaya, quanto o ministro Celso Amorim. O Brasil, por não reconhecer o governo golpista, não está abrigando um foragido, mas sim o presidente eleito democraticamente de um país. Aliás, nenhum país do mundo reconhece este governo.

A atitude do Brasil tem sido a correta, e o país foi escolhido por Zelaya pela representatividade e respeito que dispõe. As acusações de um golpista não podem ser tomadas como verdade, e é uma vergonha que a imprensa brasileira tome esta postura de forma casuística. A toma porque é o governo brasileiro, o governo Lula. Se Zelaya estivesse na embaixada da Lituânia, estaria dando vivas ao governo Lituano.

Estamos de volta

Uma semana de muitos compromissos me impediu de comentar alguns assuntos candentes aqui no blog. Contudo, pretendo no dia de hoje pagar a dívida com os leitores do blog e comentar brevemente algumas questões. Vamos lá.

Conflitos no PMDB. Existem, ou são apenas ilusões de tucanos?


A semana começou com a repercussão, em blogs de inspiração tucana, da filiação de Zeca Pirão ao PMDB. Afinal, pode se perguntar um leitor, que mal há nisso? Zeca Pirão já não estava alinhado com o PMDB, tanto que fora vice na chapa de Priante à Prefeitura?

Para os tucanos, contudo, a entrada de Pirão pelas mãos de Elcione e Helder Barbalho, com a sinalização de uma possível dobradinha entre o primeiro e a segunda, significaria uma oportunidade de ver o barraco acontecer também na casa vermelha de bolinhas pretas. Para isso, seu blogueiro oficial fora escalado com a tarefa de repercutir a ilação sobre o mal estar causado em Priante com a possível traição de Pirão.

A resposta de Helder veio no dia seguinte, através do blog de Marcelo Marques, o Bacana. Em longa entrevista, Hélder negou que tivesse passado por cima de Priante, como sugeriu o blog tucano. Negou inclusive que fosse um rolo compressor, se comparando a um pequeno trator, o que levou a publicação da infame charge onde Helder aparece com corpo de jumento. Helder afirmou ainda que não existem disputas no PMDB, como nos demais partidos, porque estaria submetido a liderança inconteste de seu pai, Jader Barbalho.

O blog oficioso do PSDB, contudo, insiste que a filiação causou mal estar entre Priante e a cúpula da família. Insiste tanto que, apesar de publicar as ponderações de Helder, em seguida nega a veracidade, em seu estilo característico. Se causou ou não, não podemos afirmar. Afinal, Priante não veio à público reclamar da filiação de Pirão. Também pudera. Depois de todos esforço empreendido pelo próprio Priante para aproximar seu ex-colega de chapa, seria muito ridículo que viesse a público reclamar.

De qualquer forma, mesmo que haja desconforto, a família Barbalho tem por hábito tratar seus problemas de forma bastante reservada. Não sei na casa de quem, mas com bastante discrição, lavam a roupa suja e combinam as reparações a que cada um tem direito nas composições que buscam, sempre, privilegiar as decisões do velho capo.

Não cometem os mesmo erros que o PSDB vem cometendo. Ao primeiro aceno de Jader, Almir e Tapiocouto foram à primeira página do Diário desancar Jatene. Os tucanos precisam aprender com o Sobrancelhudo que roupa suja se lava em casa, lá no fundo do quintal. E em silêncio.

O erro de amostragem do Ibope e a tungada em Dilma.


Leitor do blog do Paulo Henrique Amorim, em comentário devidamente identificado, apontou erro de amostra na pesquisa de intenção eleitoral divulgada nos últimos dias. Segundo ele, o Ibope praticamente duplicou o índice de eleitores com escolaridade superior. Segundo o TSE, apenas 6,13% do eleitorado brasileiro tem nível superior completo. Para o Ibope, contudo, este número pula para 13%.

O resultado da pesquisa deve ser interpretado então com bastante cautela pelos leitores. Contudo, a estratégia corriqueira de transformar as pesquisas de opinião - originalmente instrumentos de aferição de um cenário, uma fotografia, como costumam se referir alguns – em instrumentos de marketing, em indutoras do voto útil, não faz esta ressalva. Reproduzimos a seguir as ponderações para que o leitor do blog possa refletir sobre o assunto.
RELATÓRIO DA PESQUISA CNI/IBOPE DO PRÓPRIO IBOPE TEM COTAS DE ENTREVISTADOS COM CURSO SUPERIOR ACIMA DOS NÚMEROS DO IBGE E DO TSE. O IBOPE divulgou relatório com informações sobre as cotas de entrevistados e os números comprovam que na amostragem usada pelo IBOPE nas cotas referentes a escolaridade dos entrevistados existem diferenças muito grandes em relação aos números oficiais do IBGE e do TSE.
De acordo com o TSE a escolaridade do eleitorado brasileiro é de 6,13% de Analfabetos, 56,84% que só chegaram até o Ensino Fundamental, inclusive nas versões antigas, 30,71% que chegaram até o Ensino Médio e 6,20% que chegaram até o Ensino Superior, sendo que 0,12% não responderam a pergunta do TSE sobre escolaridade.

No relatório divulgado pelo IBOPE os números referentes a escolaridade das cotas dos 2.002 eleitores entrevistados na pesquisa são os seguintes: 32% de entrevistados que cursaram somente até a 4ª série, 22% de entrevistados que chegaram até a 8ª série com a soma dos dois ítens representando 54% dos entrevistados que tem escolaridade somente até o nível conhecido hoje como Ensino Fundamental.

Em relação ao Ensino Médio (antigo Segundo Grau) foi adotada uma cota de 33% de entrevistados da amostragem geral de 2.002 pessoas.
Nessas duas cotas as diferenças são pequenas, em torno de no máximo 3 pontos, mas com números apertados, como por exemplo no empate de 14% de Ciro e Dilma em uma das hipótese pesquisadas pelo IBOPE, eles fazem uma boa diferença.
Mas é na cota dos entrevistados por escolaridade com Curso Superior é que esta a diferença que provavelmente permitiu ao IBOPE ter números que certamente definiram a queda de Dilma e as subidas de Ciro e Marina,. De acordo com o relatório do IBOPE a cota de entrevistados com escolaridade a nível universitário na amostragem da pesquisa foi de 13%, enquanto que pelos numeros do TSE eles representam 6,2% dos eleitores brasileiros, ou seja o IBOPE praticamente somou os 6,13% de eleitores Analfabetos que fazem parte dos números do TSE com a cota real do próprio TSE de eleitores com Curso Superior e criou sua própria cota de entrevistados de 13% com Curso Superior.

Essa manobra com os números permitiu que candidatos, como por exemplo, a Senadora Marina Silva, na hipotese 19 na página 97 do relatório, tivessem 14% de intenções de votos entre os entrevistado com Curso Superior, 13% entre os entrevistados com escolaridade a nível de Ensino Fundamental e 8% com escolaridade a nível de Ensino Médio.
Supondo que o IBOPE utilizasse a cota real de entrevistados com Curso Superior do TSE, ao inves de entrevistar 263 pessoas que correspondem aos 13% com curso superior do total de 2.002 entrevistados da amostragem geral da pesquisa , que fizeram parte da amostragem do IBOPE, tivesse entrevistado 124 (6,2%) pessoas, nesse caso as intenções de votos de Marina Silva certamente cairiam praticamente para a metade dos números que ela conseguiu com a cota utilizada pelo IBOPE. Como a candidata Dilma Roussef teve uma intenção de votos de 34% pelos números do IBOPE na cota de entrevistados por escolaridade a nível de Ensino Fundamental e 18% a nível de Ensino Médio, levando em consideração que 6,13% da cota de Analfabetos estão na cota do Ensino Superior nos números do IBOPE, somando a isso o fato de que os Analfabetos fazem parte do contingente de eleitores, apesar de não serem obrigados a votar, o certo seria os Analfabetos não fazerem parte da amostragem ou serem incorporados aos que cursaram até a quarta série. Dessa forma os números certamente seriam maiores para Dilma e ela ao invés dos 14% que teve certamente teria tido de 16% a 17% das intenções de votos na hipótese pesquisada.
No item rejeição também a manobra dos números do IBOPE permitiu que fosse criado os 40% de Dilma Roussef, com a cota de entrevistados com Curso Superior em dobro ficou mais fácil chegar aos 54% de entrevistados com Curso Superior que responderam que não votariam em Dilma Roussef, se a cota fosse dos 6,2% referentes aos números do TSE, certamente que os 54% não existiriam e na média Dilma não chegaria aos 40%. Por outro lado o peso da cota em dobro ajudou a Senadora Marina Silva a ter uma rejeição menor entre os entrevistados com Curso Sperior e a tirar percentuais importantes de Dilma nas cotas por Ensino Fundamental e Médio fazendo a média da ministra subir nos números finais.

Finalmente é importante salientar que a pesquisa não incluiu a intenção de votos espontâneos, apenas na pergunta 17 na pagina 91 do relatório foi feita uma pergunta sem citar o cartão para escolha, mas a pergunta fala em “se os candidatos fossem estes”, o que significa que os eleitores leram os nomes dos candidatos de alguma forma, então que espécie de espontaneidade foi essa?

Infelizmente a pesquisa do IBOPE foi uma tentaiva de manipular os números e tentar convencer as pessoas, ou melhor influenciar a opinião pública, que o Presidente Lula não conseguirá ter retorno no apoio a um candidato, no caso candidata.
Flavio Luiz Sartori

Obras do Ação Metrópole em franco progresso


Motoristas e passageiros de ônibus que cruzam diariamente o cruzamento das avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral já podem avistar o guindaste 50 metros de altura que erguerá as vigas e lajes pré-moldadas que farão parte do elevado que está sendo construído pelo governo do estado no local.

As áreas pertencentes ao corpo de Bombeiros e do Sipam já foram abertas e a infra-estrutura necessária para a fixação do elevado já estão prontas.

Com a construção do elevado, espera-se estabelecer um fluxo contínuo de veículos no cruzamento, permitindo tanto o acesso rápido de quem vem do Entroncamento rumo ao centro da cidade, como o sentido inverso e o acesso ao aeroporto Val de Cans.

Ao mesmo tempo, as pendências para a liberação das obras do prolongamento da avenida Independência foram dirimidas. Em breve sairão as indenizações para os moradores do bairro do Bengui, o que vai permitir a interligação entre a rodovia Augusto Montenegro e as avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral através do elevado.

Com isso, o governo do estado espera dar uma passo rumo a melhoria do trânsito na entrada da cidade, facilitando o fluxo de veículos nos sentidos Centro-Entroncamento-Centro, Centro-Icoaraci-Centro, Centro-Cidade Nova-Centro.

Obras do Ação Metrópole em franco progresso 2

As três obras integram a primeira etapa do Ação Metrópole, com investimentos de R$ 131 milhões, financiados pelo Banco do Brasil. O Elevado da Júlio César custará R$ 22,6 milhões. A revitalização da rodovia Arthur Bernardes custará R$ 39,3 milhões, para a construção da pista de rolamento com 2 faixas, implantação de ciclovias e calçadas.

O prolongamento da avenida Independência está avaliado em R$ 61 milhões e inclui a pavimentação de 4,8 quilômetros, com a construção de calçadas e ciclovia, beneficiando 600 mil pessoas que vivem na região norte de Icoaraci e Ananindeua. A meta é inaugurar as três obras do chamado "Corredor Norte" até maio de 2010.

Obras do Ação Metrópole em franco progresso 3

Com a Caixa Econômica Federal, o Governo do Pará negocia o empréstimo de R$ 189 milhões para as obras do "Corredor Sul": prolongamento da avenida João Paulo II até a BR-316, a duplicação da avenida Perimetral e a construção de uma passagem subterrânea na avenida Almirante Barroso, interligando as avenidas Dr. Freitas e Perimetral. A previsão é de que essas obras sejam entregues até o final de 2010.

Simultaneamente, o Governo negocia a segunda etapa do projeto, com o envio ao Ministério do Planejamento do pedido de autorização para o empréstimo internacional necessário ao início da construção dos corredores do sistema integrado de transportes, com terminais e estações de integração, ônibus articulados para 200 pessoas, embarque no nível da calçada e tarifa única. O financiamento já está garantido pelo Governo do Japão, cuja Agência de Cooperação Internacional (Jica) é a responsável pelo projeto que está em execução na Região Metropolitana de Belém. A meta é que o sistema comece a operar a partir de 2013.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Recomendamos: Esquerda e direita na América Latina

Como julgar um governo hoje na América Latina? Como não se julgam as pessoas pelo que elas dizem que são, não se deve julgar um governo pelo que ele diz que é, nem pelo que se diz que ele é, nem tampouco pelo que gostaríamos que ele fosse.

Para julgá-lo, como se diz, objetivamente, é necessário definir quais os principais problemas que um governo deve enfrentar, para, então, julgá-lo em função dessa referência. E analisar sua política nos seus efeitos concretos, assim como o lugar e a função que ocupa objetivamente na luta política – esta, como síntese do econômico, do social e do ideológico.

No período histórico atual, o poder dominante se assenta sobre a hegemonia imperial norte-americana e o modelo neoliberal. Cada governo deve ser julgado pela medida em que se enfrente a elas e aja concretamente na construção de alternativas que as superem.

Por essa razão, os piores governos são os que, além de manterem modelos neoliberais, tratam de perpetuá-los mediante tratados de livre-comércio com os EUA, além de não participarem dos processos de integração regional, que permitem avançar na construção de um mundo multipolar.

Nesta lista estão os governos do México, do Chile, da Costa Rica e do Peru – que, recentemente, decidiram essa adesão – e da Colômbia – que pleiteia o tratado de livre-comércio com os EUA, mas teve sua solicitação rejeitada pela oposição dos democratas no Congresso norte-americano.

Entre eles, o México e o Chile são erigidos pelas instituições financeiras e comerciais internacionais como os modelos que pretendem propor para todos os países do continente. Por outro lado, a Colômbia aparece como o cenário das “guerras infinitas” do império na nossa região, onde se leva a cabo a Operação Colômbia, com uma odiosa submissão às políticas de Washington.

Essa é linha divisória na América Latina e o Caribe, aquela que divide governos que aderiram aos tratados de livre-comércio, se articulam diretamente com os EUA, se distanciam dos outros países do continente e hipotecam o futuro dos seus países, renunciando à soberania para definir temas fundamentais do país.

Entre os que não aderem a essa linha, há os que mantêm políticas econômicas neoliberais, mesmo com maiores ou menos adequações, como são os casos do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Nicarágua. Privilegiam os processos de integração regional, particularmente o Mercosul, e também o gasoduto continental, o Banco do Sul, entre outros.

Isto é possível pelas mudanças nas políticas internacionais desses países em relação às de seus antecessores, assim como por flexibilizações do modelo econômico, o que lhes permite desenvolver políticas sociais redistributivas, com revigoramento do Estado em alguns aspectos, assim como aumento do trabalho formal – mesmo se majoritariamente com empregos de baixa qualificação –, elevação do poder aquisitivo dos salários e expansão do mercado interno de consumo, entre outros aspectos positivos.

Porém, a manutenção do modelo econômico herdado não altera as estruturas de poder existentes – entre elas, o monopólio privado da mídia, o poder hegemônico do capital financeiro, o predomínio dos grandes monopólios exportadores, entre eles o dos latifúndios e das grandes empresas de exportação.

Tudo isso, em detrimento da democratização econômica e social, da mobilização e da consciência popular, da democratização da formação da opinião pública, de políticas econômicas centradas no consumo interno de caráter popular, na criação de empregos, na diminuição da jornada de trabalho, na reforma agrária, no fortalecimento da economia camponesa, na segurança alimentar, na regulação da circulação do capital financeiro, no apoio às pequenas e medias empresas.

Em detrimento do apoio e não da repressão às rádios comunitárias, da não abertura dos arquivos das ditaduras, da não democratização das terras indígenas, da liberação e não do controle e proibição dos transgênicos. (tomo exemplos concretos do Brasil, mas que podem ser estendidos ou substituídos por outros similares nos países citados acima).

Em outro grupo se situam países que romperam ou nunca haviam aderido ao neoliberalismo – como Cuba – ou que estão em processo de ruptura com o neoliberalismo – como a Venezuela, a Bolívia, o Equador –, que, além de participarem integralmente nos processos de integração citados, puderam criar um espaço superior de integração – a Alba –, em que cada país dá o que tem e recebe o que necessita, no melhor exemplo alternativo ao “livre-comércio” da OMC, como exemplo do que o FSM chama de “comércio justo”, um embrião do “outro mundo possível”.

No primeiro grupo de países, não há alternativa à esquerda senão desenvolver as mais amplas formas de resistência e oposição, com todos os setores antineoliberais, com todas as forças sociais, políticas e culturais. Os exemplos boliviano, venezuelano e equatoriano são bons indicadores das formas de reconstruir a unidade popular, em cada país a partir da sua própria história, da sua estrutura social, das tradições de luta e de organização dos seus povos.

A luta central deve ser pela revogação dos tratados de livre-comércio, mediante mobilizações populares que reivindiquem consultas populares e proponham alternativas de integração regional como opção popular e democrática, recuperando a soberania dos Estados e a participação no Mercosul e na Alba.

No segundo grupo de países, a esquerda deve desenvolver uma ação e propaganda críticas em relação às políticas econômicas e a todos os outros aspectos vinculados a elas, apoiando o que esses governos tenham de políticas externas soberanas, de fortalecimento do papel regulador do Estado, de fortalecimento do mercado interno de consumo popular – enfim, de tudo que contenha algum caráter antineoliberal e anti-hegemonia imperial.

O objetivo é reconstruir a unidade da esquerda, buscando evitar tanto a subordinação ao governo, assumindo e justificando tudo o que ele faça, quanto o erro oposto, o de perder a visão global do quadro política – incluindo centralmente a direita nacional, regional e o imperialismo – e exercer oposição frontal a tudo o que o governo faça, até mesmo a posições progressistas – como as de fortalecimento do papel do Estado, de integração regional, de resistência às políticas de Guerra dos EUA – e confundir-se, assim, com as posições da direita.

No terceiro grupo, a esquerda deve apoiar decididamente os processos em curso, com críticas, sempre dentro desses processos. Eles representam o que de mais avançado se tem na luta antineoliberal, não apenas na América Latina, mas em todo o mundo atualmente. De seu futuro depende a fisionomia que terá a América Latina e, em certa medida, toda a luta por “um outro mundo possível” na primeira metade do novo século.

Daí a necessidade das mais amplas formas de mobilização, consciência política e organização, assim como de crítica construtiva, desde dentro desses processos. Nunca somar-se, conscientemente ou não, às posições da direita, sempre buscar fortalecer o processo, atuando desde o seu interior.

Nunca a América Latina teve, simultaneamente, um número tão grande, diverso e expressivo de governos progressistas. Tem que saber zelar pela unidade interna da esquerda, pelo enfrentamento à hegemonia imperial dos EUA e ao neoliberalismo, e trabalhar na perspectiva de construção de uma América Latina pós-neoliberal.

Emir Sader