sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Obras do Ação Metrópole em franco progresso


Motoristas e passageiros de ônibus que cruzam diariamente o cruzamento das avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral já podem avistar o guindaste 50 metros de altura que erguerá as vigas e lajes pré-moldadas que farão parte do elevado que está sendo construído pelo governo do estado no local.

As áreas pertencentes ao corpo de Bombeiros e do Sipam já foram abertas e a infra-estrutura necessária para a fixação do elevado já estão prontas.

Com a construção do elevado, espera-se estabelecer um fluxo contínuo de veículos no cruzamento, permitindo tanto o acesso rápido de quem vem do Entroncamento rumo ao centro da cidade, como o sentido inverso e o acesso ao aeroporto Val de Cans.

Ao mesmo tempo, as pendências para a liberação das obras do prolongamento da avenida Independência foram dirimidas. Em breve sairão as indenizações para os moradores do bairro do Bengui, o que vai permitir a interligação entre a rodovia Augusto Montenegro e as avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral através do elevado.

Com isso, o governo do estado espera dar uma passo rumo a melhoria do trânsito na entrada da cidade, facilitando o fluxo de veículos nos sentidos Centro-Entroncamento-Centro, Centro-Icoaraci-Centro, Centro-Cidade Nova-Centro.

Obras do Ação Metrópole em franco progresso 2

As três obras integram a primeira etapa do Ação Metrópole, com investimentos de R$ 131 milhões, financiados pelo Banco do Brasil. O Elevado da Júlio César custará R$ 22,6 milhões. A revitalização da rodovia Arthur Bernardes custará R$ 39,3 milhões, para a construção da pista de rolamento com 2 faixas, implantação de ciclovias e calçadas.

O prolongamento da avenida Independência está avaliado em R$ 61 milhões e inclui a pavimentação de 4,8 quilômetros, com a construção de calçadas e ciclovia, beneficiando 600 mil pessoas que vivem na região norte de Icoaraci e Ananindeua. A meta é inaugurar as três obras do chamado "Corredor Norte" até maio de 2010.

Obras do Ação Metrópole em franco progresso 3

Com a Caixa Econômica Federal, o Governo do Pará negocia o empréstimo de R$ 189 milhões para as obras do "Corredor Sul": prolongamento da avenida João Paulo II até a BR-316, a duplicação da avenida Perimetral e a construção de uma passagem subterrânea na avenida Almirante Barroso, interligando as avenidas Dr. Freitas e Perimetral. A previsão é de que essas obras sejam entregues até o final de 2010.

Simultaneamente, o Governo negocia a segunda etapa do projeto, com o envio ao Ministério do Planejamento do pedido de autorização para o empréstimo internacional necessário ao início da construção dos corredores do sistema integrado de transportes, com terminais e estações de integração, ônibus articulados para 200 pessoas, embarque no nível da calçada e tarifa única. O financiamento já está garantido pelo Governo do Japão, cuja Agência de Cooperação Internacional (Jica) é a responsável pelo projeto que está em execução na Região Metropolitana de Belém. A meta é que o sistema comece a operar a partir de 2013.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Recomendamos: Esquerda e direita na América Latina

Como julgar um governo hoje na América Latina? Como não se julgam as pessoas pelo que elas dizem que são, não se deve julgar um governo pelo que ele diz que é, nem pelo que se diz que ele é, nem tampouco pelo que gostaríamos que ele fosse.

Para julgá-lo, como se diz, objetivamente, é necessário definir quais os principais problemas que um governo deve enfrentar, para, então, julgá-lo em função dessa referência. E analisar sua política nos seus efeitos concretos, assim como o lugar e a função que ocupa objetivamente na luta política – esta, como síntese do econômico, do social e do ideológico.

No período histórico atual, o poder dominante se assenta sobre a hegemonia imperial norte-americana e o modelo neoliberal. Cada governo deve ser julgado pela medida em que se enfrente a elas e aja concretamente na construção de alternativas que as superem.

Por essa razão, os piores governos são os que, além de manterem modelos neoliberais, tratam de perpetuá-los mediante tratados de livre-comércio com os EUA, além de não participarem dos processos de integração regional, que permitem avançar na construção de um mundo multipolar.

Nesta lista estão os governos do México, do Chile, da Costa Rica e do Peru – que, recentemente, decidiram essa adesão – e da Colômbia – que pleiteia o tratado de livre-comércio com os EUA, mas teve sua solicitação rejeitada pela oposição dos democratas no Congresso norte-americano.

Entre eles, o México e o Chile são erigidos pelas instituições financeiras e comerciais internacionais como os modelos que pretendem propor para todos os países do continente. Por outro lado, a Colômbia aparece como o cenário das “guerras infinitas” do império na nossa região, onde se leva a cabo a Operação Colômbia, com uma odiosa submissão às políticas de Washington.

Essa é linha divisória na América Latina e o Caribe, aquela que divide governos que aderiram aos tratados de livre-comércio, se articulam diretamente com os EUA, se distanciam dos outros países do continente e hipotecam o futuro dos seus países, renunciando à soberania para definir temas fundamentais do país.

Entre os que não aderem a essa linha, há os que mantêm políticas econômicas neoliberais, mesmo com maiores ou menos adequações, como são os casos do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Nicarágua. Privilegiam os processos de integração regional, particularmente o Mercosul, e também o gasoduto continental, o Banco do Sul, entre outros.

Isto é possível pelas mudanças nas políticas internacionais desses países em relação às de seus antecessores, assim como por flexibilizações do modelo econômico, o que lhes permite desenvolver políticas sociais redistributivas, com revigoramento do Estado em alguns aspectos, assim como aumento do trabalho formal – mesmo se majoritariamente com empregos de baixa qualificação –, elevação do poder aquisitivo dos salários e expansão do mercado interno de consumo, entre outros aspectos positivos.

Porém, a manutenção do modelo econômico herdado não altera as estruturas de poder existentes – entre elas, o monopólio privado da mídia, o poder hegemônico do capital financeiro, o predomínio dos grandes monopólios exportadores, entre eles o dos latifúndios e das grandes empresas de exportação.

Tudo isso, em detrimento da democratização econômica e social, da mobilização e da consciência popular, da democratização da formação da opinião pública, de políticas econômicas centradas no consumo interno de caráter popular, na criação de empregos, na diminuição da jornada de trabalho, na reforma agrária, no fortalecimento da economia camponesa, na segurança alimentar, na regulação da circulação do capital financeiro, no apoio às pequenas e medias empresas.

Em detrimento do apoio e não da repressão às rádios comunitárias, da não abertura dos arquivos das ditaduras, da não democratização das terras indígenas, da liberação e não do controle e proibição dos transgênicos. (tomo exemplos concretos do Brasil, mas que podem ser estendidos ou substituídos por outros similares nos países citados acima).

Em outro grupo se situam países que romperam ou nunca haviam aderido ao neoliberalismo – como Cuba – ou que estão em processo de ruptura com o neoliberalismo – como a Venezuela, a Bolívia, o Equador –, que, além de participarem integralmente nos processos de integração citados, puderam criar um espaço superior de integração – a Alba –, em que cada país dá o que tem e recebe o que necessita, no melhor exemplo alternativo ao “livre-comércio” da OMC, como exemplo do que o FSM chama de “comércio justo”, um embrião do “outro mundo possível”.

No primeiro grupo de países, não há alternativa à esquerda senão desenvolver as mais amplas formas de resistência e oposição, com todos os setores antineoliberais, com todas as forças sociais, políticas e culturais. Os exemplos boliviano, venezuelano e equatoriano são bons indicadores das formas de reconstruir a unidade popular, em cada país a partir da sua própria história, da sua estrutura social, das tradições de luta e de organização dos seus povos.

A luta central deve ser pela revogação dos tratados de livre-comércio, mediante mobilizações populares que reivindiquem consultas populares e proponham alternativas de integração regional como opção popular e democrática, recuperando a soberania dos Estados e a participação no Mercosul e na Alba.

No segundo grupo de países, a esquerda deve desenvolver uma ação e propaganda críticas em relação às políticas econômicas e a todos os outros aspectos vinculados a elas, apoiando o que esses governos tenham de políticas externas soberanas, de fortalecimento do papel regulador do Estado, de fortalecimento do mercado interno de consumo popular – enfim, de tudo que contenha algum caráter antineoliberal e anti-hegemonia imperial.

O objetivo é reconstruir a unidade da esquerda, buscando evitar tanto a subordinação ao governo, assumindo e justificando tudo o que ele faça, quanto o erro oposto, o de perder a visão global do quadro política – incluindo centralmente a direita nacional, regional e o imperialismo – e exercer oposição frontal a tudo o que o governo faça, até mesmo a posições progressistas – como as de fortalecimento do papel do Estado, de integração regional, de resistência às políticas de Guerra dos EUA – e confundir-se, assim, com as posições da direita.

No terceiro grupo, a esquerda deve apoiar decididamente os processos em curso, com críticas, sempre dentro desses processos. Eles representam o que de mais avançado se tem na luta antineoliberal, não apenas na América Latina, mas em todo o mundo atualmente. De seu futuro depende a fisionomia que terá a América Latina e, em certa medida, toda a luta por “um outro mundo possível” na primeira metade do novo século.

Daí a necessidade das mais amplas formas de mobilização, consciência política e organização, assim como de crítica construtiva, desde dentro desses processos. Nunca somar-se, conscientemente ou não, às posições da direita, sempre buscar fortalecer o processo, atuando desde o seu interior.

Nunca a América Latina teve, simultaneamente, um número tão grande, diverso e expressivo de governos progressistas. Tem que saber zelar pela unidade interna da esquerda, pelo enfrentamento à hegemonia imperial dos EUA e ao neoliberalismo, e trabalhar na perspectiva de construção de uma América Latina pós-neoliberal.

Emir Sader

domingo, 20 de setembro de 2009

Kátia Abreu no blog do Altamiro


Do blog do Altamiro Borges:

Na encarniçada pressão dos barões do agronegócio para inviabilizar a atualização dos índices de produtividade rural, a mídia hegemônica já escolheu a sua heroína: a senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins. Quase todo dia, ela aparece nos jornalões oligárquicos e nas telinhas da TV para esbravejar contra a proposta do presidente Lula, que atendeu uma antiga demanda dos que lutam pela reforma agrária. A edição da revista Veja da semana passada deu destaque à estridente parlamentar ruralista, que propõe uma CPI “para investigar as atividades criminosas do MST” e crítica o governo federal por financiar os movimentos dos trabalhadores rurais sem terra.

A revista, que sempre defendeu os interesses dos latifundiários, só se esqueceu de falar sobre as denúncias que pesam contra a senadora do demo. Em julho de 2008, a própria Veja publicou o artigo intitulado “Tem boi na linha”, de autoria de Diego Escosteguy, que desmascara a heroína da elite ruralista. “A pecuarista Kátia Abreu, eleita senadora pelo estado do Tocantins, ganhou recentemente o apelido de Ivete Sangalo do Congresso, graças ao seu jeito barulhento de fazer política – e se projetou como estrela dos Democratas”, ironiza a reportagem, agora arquivada.

Doações ilegais e irritação

O texto, bem mais honesto, lembra que a senadora é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade “financiada compulsoriamente por 1,7 milhão de produtores agrícolas” e que tem um orçamento de R$ 180 milhões. Como prova de suas “ações criminosas”, relata que “a Veja teve acesso a documentos internos da CNA que apontam fortes evidências de que a entidade bancou ilegalmente despesas da campanha dela ao Senado. A papelada revela que a CNA pagou 650.000 reais à agência Talento, em agosto de 2006 – na mesma ocasião em que essa empresa prestava serviços de publicidade à campanha de Kátia Abreu ao Senado”.

Ainda segundo a desmemoriada Veja, “a prestação de contas dela à Justiça Eleitoral não mostra despesa alguma com o marqueteiro. Nem doações da CNA, é claro… Irritada com o surgimento da documentação, a Ivete Sangalo do Senado rodou a baiana na CNA. Mandou desligar a rede de computadores da entidade e pediu uma perícia para saber quem vazou os papéis”. Já que a nova estrela da mídia, na sua fúria contra a atualização dos índices de produtividade, coleta assinaturas para uma CPI, seria o caso de investigar também as doações ilegais das entidades ruralistas e as suas relações promíscuas com vários veículos de imprensa e alguns jornalistas de plantão.

Campanha orquestrada e barulhenta

Toda esta barulheira da mídia tem como objetivo pressionar o governo Lula, fazendo-o recuar na sua decisão de atualizar os índices de produtividade. A “barulhenta” senadora do demo serve a tal propósito político. O seu passado é esquecido e ela vive um momento de glória. Nesta ação, a mídia comprova que defende os interesses dos barões do agronegócio, os latifundiários antigos travestidos de empresários modernos. A campanha é orquestrada. Nos últimos dias, os editoriais dos principais veículos privados esbravejaram contra a sinalização positiva do presidente Lula.

O Globo de 11 de setembro, no editorial “Desatino rural”, espinafrou o governo, que persegue os “heróis” do agronegócio. A atualização do índice, segundo o jornal da família Marinho, não é uma “questão técnica, mas um pleito encaminhado pelo MST, com representantes infiltrados em aparelhos cedidos pelo governo na máquina pública. E as pressões se dão já num momento de excitação político-eleitoral”. A medida “desfechará um tiro no pé do país e do próprio governo, ao punir um dos setores mais dinâmicos da economia, devido ao ranço ideológico”.

No mesmo diapasão, a revista Veja desta semana esqueceu a reportagem de Diego Escosteguy e opinou que “a alteração dos índices mínimos de produtividade rural, principal critério usado para desapropriar terras”, serve ao MST como “desculpa para invadir novas propriedades”. Para este panfleto da direita nativa, que não tem qualquer compromisso com o Brasil e seu povo, “a falta de acesso à terra já não é uma questão social relevante no país”. Por isto a família Civita prefere dar espaço a “Ivete Sangalo do Senado”, apesar de todas as denúncias de caixa-dois, do que aos milhões de brasileiros que lutam por um pedaço de terra para trabalhar e viver com dignidade.

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Evocamos esta figura fantasmagórica dias atrás em postagem aqui do blog sobre a violência no campo. A Miss desmatamento, nos bastidores, revela sua facelta autoritária, digna dos grandes barões do latifúndio, que até passado recente tinhampoder de mando sobre a vida e a morte, e utilizavam o poder do estado como exntensão e entronização de seu poder. Contudo, felizmente, a sociedade brasileira não tolera mais esta prática. Kátia Abreu e seus assecalas latifundiários a cada dia perdem espaço na sociedade, e mesmo com toda a dissimulação, serão condenados ao ostracismo. Em breve.


A lembrança de Altamiro Borges é valida para que não esqueçamos que apesar da máscara e do triunfalismo de algumas encenações, Kátia Abreu é mais do mesmo. É o passado querendo se eternizar. O discurso do desenvlvimento não combina com sua boca, e a sociedade começa a distinguir propaganda da realidade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Na Ilharga: Parece, mas não é.


Direto do blog Na Ilharga:

Se lembrarmos que a compra de ambulâncias para a SESPA, no governo passado, foram da Guararapes, empresa enrolada até o gogó com o escândalo dos sanguessugas; se lembrarmos que foi quando Valéria Pires Franco dava as cartas na saúde pública do Estado que ocorreram os maiores índices de mortalidade infantil, por número de internados, na Santa Casa de Misericórdia(19,2%), em 2004; se lembrarmos que, sob o comando dela, o acelerador linear chegou para hospital Ophir Loyola, mas ficou encaixotado, só sendo providenciada sua instalação no atual governo e, se lembrarmos ainda que Valéria está sendo processada pelo Ministério Público por carrear dinheiro público para sua própria empresa, então, pode-se dizer que a estrela do DEM fez um elogio, e não uma crítica,ao PT afirmando que tudo que ela havia "construído" o governo petista destruiu. Aliás, essa postura anacrônica, de mocinha de novela mexicana, já foi enérgicamente repudiada na eleição do ano passado, quando Valéria ocupou um dos últimos lugares, apesar dos rios de dinheiro gasto e da privilegiada cobertura midiática. Essa arrogância e artificialidade na afirmação da mais deslavada mentira, como se fosse a verdade mais incontestável é apenas reveladora de uma postura política mistificadora e distante do debate dos verdadeiros temas de interesse do estado. Felizmente, o povo tem demonstrado por ela o mesmo desprezo que ela tem por ele (povo), como vivemos em uma democracia é lídimo o direito que ela tem à manifestação.

Aliás, a postura arrogante dessa moça vem desde o tempo em que, ao lado do marido, apresentava o jornal Liberal.

A imagem de suposto "quadro político preparado" que tentaram construir para ela derreteu como maquiagem na chuva, após uma performance pífia nos debates. Tentou pagar de mãe dos pobres mas não colou também.

Tenho uma tese, que um dia poderei estudar com rigor científico, que diz que desde as eleições de 2000, o povo de Belém não quer mais votar em candidato "playboy", o mesmo valendo para as candidatas "patricinhas". Que o diga Priante, que perdeu por não ter dormido em colchão molhado.

PT exige apuração do assassinato de seu dirigente


Em nota, o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores informa que está pedindo providências no caso do baleamento de Wilson da Silva Moreira.

Wilson, que é dirigente do PT de Santana do Araguaia e integrante da Fetraf, estava no grupo de trabalhadores rurais que ocupou as terras da agropecuária Santa Bárbara. As primeiras hipóteses da Polícia apontam para um crime de encomenda.

A violência no campo insiste em permanecer, a despeito de todo o esforço do estado para coibi-la. Contudo, declarações de parlamentares como Ronaldo Caiado, Kátia Abreu (a famosa Miss Desmatamento) e o tresloucado paraense Geovanni Queiroz, que declarou da tribuna da casa da cumbuca pra cima que meteria bala em quem invadisse suas terras, apenas incentivam mais a violência, ao invés de combatê-la.

Deveriam estes parlamentares, se estivessem mesmo ao lado da ordem pública, empreender esforços no sentido de promover a mais ampla regularização fundiária, combater o trabalho escravo e o desmatamento e apoiar a reforma agrária. Assim, a sociedade teria parâmetros objetivo de determinar que são os verdadeiros criminosos, ou os latifundiários ou os sem terra.

Mas sua resistência a estas medidas modernizantes, vide a revisão do índice de produtividade da terra, por exemplo, e as suas declarações públicas, põem em xeque suas posturas de bom mocinhos e mocinha.

E a violência no campo avança. Para infelicidade do povo paraense.

Repercussão: Hupomnemata

O blog Hupomnemata, do professor Fábio Castro, faz também referência ao nosso humilde blog. Nem preciso dizer o quanto admiro Fábio, a quem tive primeiro como professor (e que me fez compreender o pouco que sei de filosofia) e depois como chefe.

Para conhecer o fantástico blog Hupomnemata, clique no link que fica na coluna da esquerda.

Meia Passagem Revisited

Militantes aguerridos do movimento estudantil reunir-se-ão na próxima sexta-feira, no sebo Cultura Usada, na avenida Assis de Vasconcelos. Mas acalmem-se, empresários de ônibus. Não se trata do retorno da UMES, nem de uma mobilização pela meia passagem intermunicipal. Mas sim de um encontro dos dinossauros que construíram o movimento estudantil de lutas que lutou e conquistou o direito a meia passagem para todos os estudantes da região metropolitana de Belém sem restrições, no final dos anos 80/ início dos anos 90.

Naquele anos, em meio todos o caos social oriundo da inflação galopante, o movimento estudantil lutava pela redução da tarifa. Primeiro conseguiu os tickets, limitados a um número determinado para estudantes primários, secundaristas e uniersitários. Depois, a sua ampliação. Finalmente, a carteirinha, com o direito ilimitado de uso, compreendendo que atividades como arte, cultura, esporte e lazer, quando realizadas fora do horário de aulas, também são direitos do estudante e complementares às atividades de classe.

Mas esta conquista não foi fácil. Jader Barbalho e Hélio Gueiros, governadores de então, não deixaram por menos, e mandar a polícia sentar a borracha nos estudantes. Após muitas batalhas, os estudantes conseguiram ver aprovado seu direito em sua plenitude.

Estas reuniões no sebo do nosso amigo Carlos Lima tem por objetivo reunir os velhos e combativos companheiros, hoje com cabelos brancos, barrigas um tanto quanto proeminentes, marcas de expressão no rosto, em torno do resgate das histórias vividas naquele tempo. À parte as diferenças das correntes, a intenção é reunir todos, para rir e confraternizar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Repercussão: Ghost Twiter

Novamente o Assuntos Candentes foi citado na coluna Primeiro Plano do jornal Público. Contudo, a editoria do jornal viu o alvo mas errou a flexa. Em verdade, não tivemos intenção de debater a migração de jornalistas para a web. Considero bastante importante a migração de profissionais de comunicação para esta mídia. Muito já se falou da importância que a web vêm assumindo equanto mídia, e não serei eu a chover no molhado.

O que eu não acho correto é que uma ferramenta como o twitter, que é eminentemente pessoal, precise de ghost writer. Menos, né gente, menos. Que crie então um twitter do gabinete, ou do mandato. Mas um pessoal não.

Tenha coragem, parlamentar, e dê suas tuitadas o senhor mesmo. Todo dia eu tenho que aturar o senador Cristóvão. Ele é chato. Mas é o twitter dele mesmo. Antes chato "true" do que legal "fake".

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ghost Twitter


A comunidade paraense no twitter está em polvorosa. Está rolando a denúncia que um parlamentar de nossa "atuante" bancada dispõe de um ghost writer para seu twitter.

Ou o termo adequado seria ghost twitter? Não sei. Só o que sei é que o fantasma está aí tuítando direto. E tem muita gente o seguindo. Cabe perguntar ao fantasma se o parlamentar de carne e osso votará contra ou a favor da liberdade da internet na campanha eleitoral do ano que vem...

Agradecimentos

O blogueiro Hiroshi Bogea fez uma postagem divulgando aos seus leitores o endereço de nosso Assuntos Candentes. Agradeço de coração a atenção a nós conferida, e ficamos orgulhosos disso, pois ao lado do Quinta Emenda do finado Juvêncio Arruda, o Blog do Hiroshi é um dos precursores desta mídia, além de ser um dos mais respeitados.

Hiroshi Bogea consegue, em seu blog, deixar claro que tem um posição, mas ao mesmo tempo consegue dialogar com as posições divergentes, respeitando-as e, quando equivocado, retratando-se. Ao contrário de outros blogs "sangue no olho", que não podem conviver com o diferente, e distorcem os fatos para justificar seu discurso.

Quem quiser conhecer mais o Blog do Hiroshi, é só clicar no link na coluna da esquerda.

Estamos começando bem...

O blog Assuntos Candente mal foi criado e já dá o que falar. A coluna Primeiro Plano da edição de hoje do jornal Público, faz referência à postagem Jader Barbalho: Denúncias requentadas e a disputa do senado em 2010 .

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Jader Barbalho: Denúncias requentadas e a disputa do senado em 2010


Cidadão incauto que chegue a Belém e leia o noticiário regional de O Diário do Pará poderá chegar precitadamente à conclusão de que o jornal presta um grande serviço á democracia. Em especial, por denunciar as ligações perigosíssimas entre o prefeito e a empresa Belém Ambiental.

Contudo, uma leitura do cenário político e as pretensões do proprietário do grupo, o deputado federal, ex-governador do Pará, ex-senador e ex-presidente do Senado Federal, Jader Barbalho, desfazem esta primeira impressão.

Apesar de muitos de seus seguidores, tanto nas empresas de comunicação quanto no campo da política, afirmarem que Jader almeja retornar ao governo, suas movimentações indicam que o interesse do Sobrancelhudo é retornar à casa da cumbuca emborcada.

É público e notório o desagrado do prefeito Duciomar Costa em lidar com as questões paroquiais da capital paraense e seu desejo de retornar à Brasília, onde, dizem, fora seduzido pelas belezas da cidade. Duciomar, para Jader, é um potencial adversário, por dispor da máquina da capital, onde Jader é mais rejeitado. Vide a derrota de seu primo José Priante em 2008.

Isto explica o furor com que as denúncias contra a Belém Ambiental tem retornado à manchetes de seu jornal. Aliás, destaco o verbo retornar, pois tais denúncias são mais requentadas que a maniçoba do Círio. Explica também o destaque dado à pesquisa do DEM, bem como notinhas maldosas tentando indispor Paulo Rocha com os garimpeiros de Serra Pelada.

Outras fontes sugerem que o desagrado de Jader com o prefeito tem natureza comercial, haja vista os gastos milionários em publicidade que a municipalidade tem feito em veículos da família Maiorana, inimigos mortais de Jader Barbalho.

O certo é que Jader, político veterano e experiente, com processos por desvios de dinheiro aguardando o fim do seu foro privilegiado, não pode ficar sem mandato. Jader sabe disso, e nem a mais bela parlamentar poderá fazê-lo mudar de idéia.

Ps. E você deve estar se perguntando: E Valéria? Por que Jader não bate em Valéria? Ora meu caro, Jader não vai perder seu tempo chutando cachorro morto...

Recomendamos: Michel Löwy fala sobre teologia da libertação no blog Na Práxis

Copiando o Hupomnemata, posto um trecho do artigo, dividido em quatro partes, onde o sociólogo brasileiro radicado na França Michel Löwy faz um resgate da Teologia da Libertação, em especial sobre a contribuição de Frei Betto e Leonardo Boff. Clique aqui e leia.

sábado, 12 de setembro de 2009

Recomendamos: Heliópolis, uma aula de reforço do serrismo

"O extermínio como medida profilática é o projeto dos que defendem um mínimo de Estado e um máximo de barbárie. É o "pós-lulismo" da direita vestida com figurino modernizante. É bom examinar com atenção o que se desenha para 2010. Heliópolis dá excelentes pistas."

Recomendamos o texto de Gilson Caroni Filho publicado no portal da Agência Carta Maior. Clique no link e leia...

11/9 : O terror como tática numa guerra midiatizada


Hoje completam-se oito anos dos atentados perpetrados pela organização radical islâmica Al Qaeda contra o território americano. Atentados estes que foram o estopim para uma série invasões militares dos EUA a países asiáticos, o Afeganistão e Iraque, no que aqueles e sua indústria de propaganda chamaram de guerra ao terror.

Mas queria me deter em um fato que é bastante significativo, e que raramente é citado nas lembranças deste acontecimento: a simbologia por trás dos atentados.

A Al Qaeda é uma organização islâmica misteriosa, supostamente liderada pelo multi-milionário saudita Osama Bin Laden. Digo supostamente porque, até hoje, muito pouco se sabe da estrutura e do funcionamento desta organização. Algumas fontes sugerem a existência de centenas de milhares de militantes treinados em todo mundo para executar ações radicais. Outras, que talvez não haja nenhum.

O certo é que esta organização, cuja origem está ligada a um movimento de não-afegãos organizado e treinado pela CIA para combater a ocupação militar soviética no Afeganistão e que teve em Bin Laden uma espécie de tesoureiro, hoje combate a existência de estados laicos no Oriente Médio e a presença de Israel na região. Por ser os EUA o principal apoio internacional de Israel, tornaram-se o maior inimigo da Al Qaeda.

Voltando aos acontecimentos de 11 de setembro, a indústria de propaganda norte-americana buscou apagar a existência de outros ataques sincronizados e realizados no mesmo dia. O primeiro, que conseguiu ser executado, foi o ataque ao Pentágono, prédio abriga as sedes das forças armadas norte-americanas, pelo vôo 77 da American Airlines.

O outro ataque seria executado com o avião do vôo 93 da United Airlines, e teria como suposto alvo a Casa Branca, em Washington DC. Contudo, o avião caiu, ou foi derrubado por caças americanos, antes de chegar ao seu objetivo.

O motivo sugerido por trás desse apagamento do ataque ao Pentágono indica a segurança nacional norte americana. Contudo, podemos claramente afirmar que estes motivos são ideológicos.

Os ataques promovidos pela Al Qaeda, ou por quem quer que tenha sido seu mandante, tinham como objetivo mostrar ao mundo inteiro, em primeiro lugar, que o território de Tio Sam não era inexpugnável.

Em segundo lugar, mostrar que a necessidade imperiosa do capitalismo por mão de obra barata, que nos países de capitalismo central é constituída de imigrantes, muitas vezes ilegais, é a fragilidade do sistema de defesa destes países.

Em terceiro, atingir simbolicamente o pilar de construção do poderio norte-americano: o poder econômico (World Trade Center), o poder militar (Pentágono) e o poder político (Casa Branca).

A transmissão ao vivo para o mundo todos dos ataques, utilizando o aparato de telecomunicações dos EUA, deu destaque mundial a Al Qaeda e seu suposto líder. Ajudou a arregimentar diversos lutadores para a grande jihad mundial, fortalecendo milhares de pequenas organizações associadas ou não à Al Qaeda. Por fim, pipocou atentados terroristas por todo o mundo.

Apesar dos bilhões de dólares gastos pela máquina de guerra norte-americana, da ocupação militar de dois países, Osama Bin Laden continua escondido nas montanhas afegãs, mostrando aos militantes islâmicos que a jihad continua. Conseguirá Obama dar uma resposta a essa crescente? Ou o todo poderoso capitalismo continuará sendo derrotado por pastores de cabras das montanhas afegãs?